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sábado, abril 21, 2012

Fraco e vulnerável

ninguém gosta de estar vulnerável
vulnerabilidade tem um certo quê de fraqueza
e fraqueza não é nada atraente

particularmente, sempre me julguei forte
inabalável, tal como se a maior das ofensas 
           só me fizesse uma cosquinha
mal sabia que esse orgulho era a maior das fraquezas

vulnerável orgulho, fraqueza camuflada, debilidade enraizada

aí, chega um dia que tudo estremece

o dia difícil, que todos temem, mas que certamente vem
o tempo em que não se dá conta de explicar nada
em que caem as máscaras
e suas fórmulas se mostram ineficazes

nessa hora, chega a se pensar que o Onipotente perdeu o controle
mas Ele não perdeu,
vc é que perdeu

e quer saber mais?
Ele está feliz com isso!
Ele está por trás disso!

na minha vulnerabilidade, orgulho ferido, 
      fraco, débil e dependente,
Ele vem!

Ele vem pra arrumar a casa, para assumir o controle
pra ser o Deus que sempre deveria ter sido
Ele vem pra me colocar no meu lugar
criatura dependente da Graça
a Graça que eu nunca de fato conheci

Graça é aceitação, é o favor imerecido
é o Deus perfeito dizendo à criatura imperfeita
que simplesmente a ama e a aceita 
       não por mérito nenhum dela
sim, a Graça é um oceano, e essas palavras não lhe bastam

então, a dor me ensinou que eu quero estar vulnerável
eu quero depender dEle
         e viver a Graça
e reconhecer que sozinha eu não posso

Alguém entendeu isso antes de mim, e explicou assim:

"Mas Ele me disse: "Minha graça é suficiente para você,
pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza".
Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, 
para que o poder de Cristo repouse em mim."
2 Coríntios 12.9



quinta-feira, agosto 04, 2011

sobre o medo de querer

hoje eu descobri um medo novo
antigo, na verdade, mas é recente a consciência dele

eu tenho, ou tinha, medo de querer
medo de assumir que desejo ou preciso de algo

alguém diz: "vc quer?"
eu digo: "pode ser" ou "se Deus quiser"
tudo pra não assumir o desejo
pra não correr o risco de não conseguir, de sofrer a falta de algo ou alguém

uma covardia latente, ameaçadora e cômoda
um sentimento ou fingimento de que se está bem, quando não se está

a partir de agora, vou assumir o que quero, e vou querer com gosto
e quando eu conseguir, vou sorver cada minuto, cada momento da conquista,
e se eu não conseguir, vou saber que não foi o medo, ou a covardia ou a falta de atitude
que me impediram de desfrutar o bem

em resumo, é preciso dizer: "Senhor, eu quero!"

sexta-feira, novembro 19, 2010

Música, de ontem, de hoje e para sempre.

Minha vida é acompanhada de trilha sonora. Fato, a vida de um monte de gente é, sem surpresas até então.
Lá pelos 13 ou 14, ouvia Hanson e Backstreet Boys like crazy! Aí, passei a conhecer a música cristã internacional e abandonei as "boy bands".  De qualquer forma, acho que esse pop todo formou o meu gosto musical, sempre tendendo para coisas bem melodiosas, batida animada, desse jeito.

Meu mundo musical era composto de dcTalk, Bride, SevenDayJesus, ThirdDay, Petra, Jaci Velasquez. Ouvi mt também o G3, Fruto Sagrado, Código C, Resgate. Ótimos tempos, todo mundo contente com música crente e atual, crente e animada, é roooock. Minha adolescência. Música maravilhosa, que até hoje fala mt comigo.


O tempo passou e praticamente abandonei o nacional. Veio BarlowGirl, Rebecca St James, Jeremy Camp, TobyMac... E eu acabei praticamente me atualizando apenas nas músicas internacionais.

Até 14 de agosto de 2010.

No Love2010, assisti um bocado de bandas das quais nunca tinha ouvido falar neste evento em São Paulo ao qual eu fui só pra assistir o Shawn McDonald. De lá pra cá, os nacionais caminham passo a passo com o internacional no celular. O povo de quem eu falo é banda Crombie, Hélvio Sodré, Palavrantiga...


Não é só o som, é o conjunto de música e letra, inteligente, sem crentês... simples e verdadeiro para os ouvidos que já se cansaram da rima gospel, do jargão evangeliquês... do tipo de música "Deus vai te abençoar, você vai pisar todo mundo, vai ser milionário, coisa e tal"

É estranho ver como em poucos meses as coisas mudam a tal ponto, e vc se reconhece em coisas das quais nunca tinha ouvido falar. De tudo isso o que eu posso dizer é que existe um tempo chamado HojE para o qual a minha vida tem de ter relevância. O passado é bom, é fonte de aprendizado e crescimento, mas não se pode e não se deve viver dele.


A música do passado comunica a qualquer geração, mas eu também quero e preciso saber sobre o quê o Criador de todas as coisas está levando meus irmãos de caminhada a criar,  neste tempo que se chama hoje, para os ouvidos da nossa geração.

E vai por mim, eu duvido muito que Ele esteja de braços cruzados!


segunda-feira, maio 24, 2010

Relatos de Viagem - São Paulo - Livres 2010

descobri do Livres 2010 por acaso lendo um blog.
pesquisei tudo, cheguei em casa, a moms concordou e lá fui eu caçar as passagens, comprar ingresso e (mal acreditando) me preparar para ir a Sampa. de quarta até a sexta, o dia da viagem, eu estava como quem sonha. pode nao parecer muita coisa, mas sempre quis ir a São Paulo, a cidade, porque já tinha ido a Campinas e Santa Bárbara do Oeste. 


na sexta, fui para a Novo Rio, encontrei a Chris e fomos pegar as passagens. a euforia mal se continha. tudo era tão mágico, novo e único. se vc já experimentou algo do tipo, tão inesperado, sabe como é. nunca imaginaria, no início da semana, que estaria viajando na sexta. aconteceu e me alegrou mt. 

a viagem foi tranquila. mais rápida do que eu pensava. congelamos no ôbibus pq eu não levei cobertor algum. chegamos a Sampa e congelamos ainda mais. conversamos com uma moça super simpática numa loja de bijus e saí de lá com um brinco legal.

tomamos café, eu um capuccino crocante inesquecível. daí, pegamos um ônibus circular para dar uma volta pela cidade [o que foi ótimo], antes de irmos para a Bola de Neve, na Lapa (antigo Olympia).

chegamos atrasadas um pouco, na Bola. o evento começou e amei a atmosfera do lugar. teve a banda 5 A.M e depois um pastor, físico, que deu uma palestra maravilhosa sobre Deus, ciência e fé. Para resumir, posso dizer que tinha uma ideia mt, mas mt pequena mesmo de quem Deus era antes de ouvi-lo. Imensurável o valor do que ouvimos. 

almoçamos no Mac. ao lado de uma senhora e uma adolescente super simpáticas. 

a parte da tarde teve Nívea Soares. eu estava afônica, com uma dor de garganta total. enquanto algumas das músicas que eu mais gosto tocavam, ficava louvando com a mente, imaginando como é ser mudo ou surdo num mundo de sons. a sensação de impotência é inexplicável. 

ouvimos outra palestra bastante intrigante, de um pastor que nos desafiou a cumprir o papel social da igreja, porque o próprio Deus nos deu exemplo disso. 

Leeland começou. (mas antes disso eu quase surtei com receio de não saber voltar da Bola para a rodoviária a tempo de pegar o ônibus e em segurança).

eles tocaram maravilhosamente. foi demais ver o vocalista ficar na ponta dos pés enquanto se apresentava. super fofo. a voz dele também era incrível, e além disso, são super animados. mas o mais importante era que eles eram do tipo super focados em Deus, com uma paixão visível pelo Senhor.

fomos embora antes do evento acabar. graças a Deus nos achamos com tranquilamente no metrô.

a hora de ir embora chegou rápido, nao queria mesmo voltar. vim pra casa com vontade de voltar para passar mais uma semana e curtir tudo de cultural na cidade. 

voltei também com uma vontade imensa de fazer isso mais vezes. de aventurar, de conhecer, de ir mais longe. e aproveitar mais do mundo que o Senhor fez. das pessoas que Ele criou, enfim, de explorar novos mundos.


    



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sexta-feira, abril 30, 2010

um dia você aceita

houve um tempo em que eu achei que as pessoas que fazem uma coisa apenas eram mais felizes. o cara que toca guitarra o dia inteiro como louco. a garota que dança como se respirasse. tolice esperar isso de mim. sou uma combinação de música e fé em Cristo e escrita e ensino e comida e costura e fotografia e outros itens de uma lista interminável. demorou muito mais me aceitei e me sinto tão bem. talvez eu nao alcance o grau de excelência requerido de qualquer pessoa nesses campos, mas, se perseguir os meus alvos, mesmo que muitos, terei alcançado o grau de excelência necessário para ser eu mesma.

p.s: na imagem você tem um bocado de "cupcakes", minha mais recente perseguição no campo da culinária.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

atualizando... it feels great to be me!


já passou um dia tão em contato consigo mesmo q gostou do que viu? esse dia foi assim pra mim. foi como se eu tivesse o dia de folga e pude empregá-lo em coisas que realmente amo fazer. li. orei. escrevi. 

tirando a parte que eu mesma produzi, teve também o inesperado. recebi uma ligação de uma amiga a quem prezo muito, mas com quem não falava por muito tempo. enquanto conversava com ela, era como se uma parte do meu eu se reavivasse. como isso? não sei, mas foi o que aconteceu. penso que há pessoas que podem fazer o melhor de nós aparecer e que preciso me aproximar de mais pessoas assim. essa foi a parte inesperada do dia. queria que todos os dias pudessem ser assim. que bom seria se meu trabalho fosse eu fazer as coisas que faço por prazer. quem sabe um dia? 

outro ponto alto do dia, foi ouvir relatos felizes de vários amigos meus. já esteve feliz por seus amigos mesmo quando o que está acontecendo com eles ainda não aconteceu a você? tb teve isso hj. e eu me alegrei, me alegro mesmo, amo essas pessoas e a alegria delas também é minha. talvez esse seja um dos posts mais pessoais que já coloquei aqui, (o que eu evito), mas deu vontade... feliz últimos dois dias de 2009 pra vcs!

terça-feira, setembro 01, 2009

Sobre uma caixinha de plástico e o Fogo

"I left my heart in a plastic box / Deixei o meu coração numa caixa de plástico
on the bedside table / na mesinha de cabiceira
It will be locked till I get home. / vai ficar trancado, até que eu chegue em casa."

esses versos fazem parte da música "The Beginning" do The Classic Crime. a música tem sido um alvo de investigação pra mim.
Simplesmente não consigo captar o que ele quer dizer; talvez ele não queira se envolver tanto com as pessoas a ponto de se magoar; ou ele sinta tanta saudade de alguém que prefere deixar o coração meio que "de molho" por uns instantes. acho que qualquer hora dessas, quando eu menos esperar, vou entender melhor do que se trata. o importante é que o som deles tem me feito mt bem. e o ponto aqui é outro.
seja qual for o significado desses versos, sou levada a repensar algumas atitudes.
tenho sim procurado deixar meu coração "numa caixinha" guardado em algum lugar, longe das decepções, longe dos medos, longe da dor. sempre me ocorre o pensamento de que se eu me proteger o suficiente, não me decepcionarei como antes, não terei a dor de ver um investimento grande indo pelo ralo. aí a gente se cerca da superficialidade. já que ninguém se importou comigo quando me magoou profundamente, também não devo me importar com mais ninguém.
mas não é isso o que meu Deus pensa. e o que Ele pensa realmente importa. creio que Ele me manda amar, seja em qualquer circunstância. no fundo, não creio ser possível deixar o coração imune. o próprio trecho que citei mostra isso quando diz: "till I get home / até que eu chegue em casa".
Você sempre chega em casa, vc sempre se depara com a necessidade de "pessoas", de "amigos", ninguém habita sozinho por muito tempo. "em casa" você se dá conta do quanto é insuficiente; entende que a vida é feita de entregas, de dores, de alegrias e sorrisos que necessitam ser partilhados a fim de serem de fato experimentados.
a caixinha de plástico é muito pouco resistente.
q seja o Amor de Cristo o primeiro a romper com as reservas. a derreter o plástico. a me permitir confiar de novo. a investir de novo. a depender de novo. a caminhar junto de novo. e a entregar sempre a Ele, continuamente, sempre e sempre, qualquer acidente de percurso.

quinta-feira, julho 16, 2009

quebrando o hiato

meu último post é de 31 de maio e eu nem sei como fiquei tanto tempo sem postar. mas como eu também não sei como tanta coisa aconteceu em tão pouco tempo, tá tudo bem. sem detalhadas explicações, fim de faculdade (estou tecnicamente formada), um monte de mudanças, um monte de "talvez", a preparação de uma e.b.f., o começo de uma profissão, ou duas, tudo isso colaborou para o sumiço. mas pra ser mais sincera, o que vem no topo da lista é um cansaço prorrogado, cansaço da mesmice de não ter o que dizer e esse lugar é digno de mais. nem sei se ainda tenho leitores, quantos seguidores ainda seguem, reavaliei o blog, reavaliei a coisa toda de escrever, pensei em fechar de vez. mas não foi dessa vez. estou aqui postando, roubando tempo do meu descanso, dos meus afazeres, das minhas obrigações, só pra reacender a paixão de escrever. tem horas que eu queria começar de novo, "from scratch", apagar com uma baita borracha e ser mais obediente, mais paciente, menos cri-cri, deixar a coisa rolar e nao esquentar a cabeça pelos que não merecem, pensar um pouco mais em mim, me arriscar um pouco mais. isso sempre fica no "futuro do pretérito", no tempo do "ia", como eu falo com alguns alunos. mas o "dia" em que eu levar as coisas sérias a sério, e não dar a mínima para algumas outras, vou ser mais feliz...