segunda-feira, fevereiro 02, 2009

"Tia, qual é o tema da aula?

domingo, 25 de janeiro. Subo ao departamento infantil só pra ver se tá tudo bem. Não estava, duas classes sem professor. Reúno as crianças e começo algo que nem sei o que é. Nem tem como buscar as coisas lá no templo. Nem saio mais da sala, sou eu e só eu. Oramos, cantamos algumas músicas que vinham aleatórias. Tudo meio que no improviso. Eu canto e ministro alguma coisa. Uma das crianças me pergunta: "Tia, isso é o louvor ou a história?" Eu respondo: "É que eu gosto de misturar mesmo" (foi nesse momento que eu me dei conta disso).
Com o passar do tempo, uma menina interessada, com um bloquinho e caneta pergunta: "Tia, qual é o tema da aula?" "Depois eu falo..." Não havia tema. Achei que eles tinham percebido que caí ali de pára-quedas. Mais tarde ela me lança a mesma pergunta. Como eu ainda não tinha um tema, deixei que ela entendesse que tudo o que estava sendo feito ali era simultâneo com o que Deus me mandava fazer. "Está vindo direto, Carol." Na hora da mensagem, pedi que eles abrissem em Gênesis (que estava sendo a minha leitura daqueles dias), sem saber em que capítulo, enquanto folheava a minha Bíblia procurando uma passagem com algum comentário meu e que "combinasse" para ministrar a eles. Me deparei com a passagem de Esaú e Jacó, com uma frase escrita por mim (era: "Num momento corriqueiro"). Achava que seria bom dizer para eles, que muitas vezes somos tentados a pecar em momentos muito comuns de nossas vidas, como aquele momento para Esaú e Jacó (o primeiro voltava de uma caçada, como sempre, e o outro estava cozinhando, nada anormal).
De qualquer maneira, enquanto prosseguia com a mensagem, não foi por aí que fui levada a falar. Deus me ensinou um pouco mais sobre não desprezar a bênção. Falei com as crianças, enquanto Deus falava comigo, que não devemos desprezar aquilo que só Deus pode fazer por nós. As bênçãos que Ele tem guardado para nós, nós mesmos nunca poderemos "reproduzir", não devemos nem por um segundo compará-las às coisas desse mundo. Foi maravilhoso aquele domingo. E então eu finalmente disse para a Carol: "Taí o tema, Carol. Eu não vou desprezar a minha bênção."

Queria que momentos como esse se repetissem sempre. São esses momentos na verdade que me dão a sensação de que estou no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas, fazendo a coisa certa. Algo pra se pensar, né?
Entrar numa sala como aquela e ter de 15 a 20 mentes completamente dispostas a te ouvir (algumas mais outras menos) é algo que deve ser valorizado. É a minha chance mensal de edificar, de plantar as sementes certas naqueles corações. E isso eu não posso desprezar, não posso desprezar a alegria e a bênção que é ser um educadora cristã.
Seja lá o que for que vc tenha como ministério, não o despreze, esmere-se em cumprir o seu chamado, em ser o que Deus te criou para ser.
Salut!

7 comentários:

Suzana Sotero disse...

Oi Cat,
já aconteceu algo do tipo comigo na salinha com as crianças(risos)... e assim como vc eu tb tenho despertado para a grande importancia desse dom que Deus nos deu.O dom da palavra e do ensino. Muita gente procura por dons que estejam em mais evidencia, como os púlpitos, palanques, mas nós que temos a oportunidade de evangelizar esses pequeninos, somos tão ou mais edificados até que esses que se importam com grandes platéias. Eu particularmente sou fruto dessas salinhas, adorava ir para igreja quando criança e saber que teria um culto preparado pra mim, com a linguagem infantil e com aqueles louvores que marcaram meu coraçãozinho.
Deus te abençoe! bjao

caçula disse...

olá irmã...lindo blog...lindo texto, que vc possa estar sempre atenta aos detalhes, que Deus te abençoe, te dando sabedoria e graça...paz aí!!

Cíntia Mara disse...

Oi, Catarina! Tudo bem?

Tb já passei por situações assim, mas no meu caso é mais com os jovens, com crianças eu nunca passei por isso. Mas vc tá certa, temos q aproveitar o momento e receber cada uma das bençãos que Deus nos dá.

Bjos

Kennedy Lucas disse...

Hehe, engraçado e bonito ao mesmo tempo.
Realmente esses momentos [onde sabemos que estamos no lugar certo, fazendo a coisa certa] nos fazem sentir uma profunda paz que excede nossa mente.

Deus abençoe seu ministério!

Éverton Vidal disse...

Uia! legal, minha mãe é professora de crianças também. Há 30 anos!
Eu já fui também. É massa hahaha. E a gente tem que sempre estar preparado pra improvisar ou deixar "vir direto" mesmo quando tá com o plano de aula nas mãos rs.

Bj.
Inté!

Rosana Steimbach disse...

Ow menina! Gostei mt da lição...faz tempo que não venho aqui , mas quando venho sempre me edifico/divirto...rs Gostei mt do lance " em um momento corriqueiro"
Ah, como criança sabe fazer perguntas né?

Abraços!!!

Vi seu post de leitura la´em cima e vc falou sobre ficar presa em um livro, falando nisso vc leu o livro "a cabana"?

Anônimo disse...
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