sábado, janeiro 15, 2011

Cristo e a Criatividade, de Michael Card

Entrei numa de ler livros sobre arte e cristianismo. Acho que desde sempre esse é um dos temas que mais me inspiram. Minha leitura mais recente foi Cristo e a Criatividade, de Michael Card, um livro que me tocou de maneiras diferentes e me fez cair na real quanto ao propósito de qualquer arte, mais especificamente, da arte feita por um cristão.

Algo primordial é o fato de que o artista recebe de Deus um dom e o utiliza num esforço criativo que redunda em louvor ao Senhor. sei que isso não precisa, necessariamente, ser feito unicamente por meio de elementos religiosos, mas se tratar da vida, das coisas que nos cercam e que, por consequência, nos tornam humanos, acabará tratando dEle, pois Ele é a fonte de todo o bem.

Haveria muitas outros motivos pelos quais eu recomendaria a leitura desta obra, mas acho que, aos interessados, será muito mais proveitoso descobrir por si só. Mas, algo que posso destacar é a presença de algumas cartas de pensadores/artistas ao jovem artista, incluindo uma do Rookmaker.

Recomendo a leitura porque Card nos desafia a sermos artistas melhores, pessoas melhores, e o melhor, cristãos melhores, que se parecem mais e mais com Jesus.

Você pode ter uma prévia do livro aqui.

terça-feira, janeiro 11, 2011

O mal do pecado

Como qualquer outra doença - que, se não tiver um diagnóstico feito em tempo hábil e um tratamento adequado, pode trazer complicações, e, então, a morte - o pecado, se ignorado e não tratado, certamente levará à morte espiritual. Não adianta você simplesmente ignorar o título de "pecador" que os cristãos facilmente abraçam, ou dar de ombros para o antídoto - o sangue de Jesus - como se dele não precisasse, pois, desse jeito, como uma praga, o mal inato vai se alastrando, corre solto se atualizando numa mentira ali, numa agressão aqui, e você fazendo as vezes de que tudo está bem. Não minta a si mesmo, no fundo você sabe que o termo te descreve muito bem e conhece toda aquela coisa ruim, de que você não gosta. Você falhou, falhou horrivelmente. A saída é não tentar cortar/colher os frutos ruins dos seus mal interior antes que eles apareçam/amadureçam, uma vez que a raiz da sua existência é má, corrupta e doente. É, pois, um problema das bases, das origens, e que se resolve de modo dos mais antigos: recuando-se uns 2000 anos até o Calvário e encontrando-se com o Salvador. Não é surpresa que Ele estará feliz em recriá-lo, em trocar seu mal pela justiça dEle, pela liberdade dEle, pela cura dEle.

domingo, janeiro 09, 2011

Que seja um ano...

de coisas simples
de muita vida, convivida, repartida

que seja um ano de idas e vindas
de choros e risos,
      risos e risos

que seja um ano da mocidade efervescente
do topamos qualquer coisa para
   realizar, salvar, acrescentar, edificar

que seja um ano das canções descobertas
das coisas novas e fresquinhas
do despertar da vida que ganhei
da dádiva adormecida

que seja um ano do outro
do próximo
do irmão
do amigo
do desconhecido

que seja um ano do Altíssimo
do Supremo que a tudo rege
que reja a minha singela história

que Ele atente ao meu clamor
e faça deste ano, do meu 2011,
um ano de amor e devoção
pois isso é ter um feliz ano novo

sábado, dezembro 25, 2010

um post de Natal

sobre o Natal, há sempre muito a ser dito. de tudo isso, porém, o pensamento que me ocorre nesses dias é o de que Cristo veio mesmo. em carne e osso, na poeira e na chuva, suportando frio ou calor, na rotina, na surpresa do dia-a-dia. penso que Ele viveu mesmo e com intensidade. Ele respirou a Sua missão, correu riscos por ela, foi ameaçado por ela e cumpriu a missão, sofrendo-a na carne. fato é que eu me pergunto: "quem quer ser Cristo hoje?" quem quer sofrer um pouco, suportar acusações falsas ou ser sacrificado? Eu hoje quero me lembrar do Senhor e pensar que Ele cumpriu mesmo a Sua missão. quero pensar que tb tenho uma missão, e ela vale a minha vida. que seja um Natal feliz, ou seja, o Natal que acontece dentro de mim e que se estende ao meu próximo.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Que eu tenha a Fé de uma Criança

a mãe de uma das minhas alunas na Escola Dominical me contou da perseguição que sua filha vem sofrendo na escola. alguém vem lhe "apurrinhando" com acusações contra a sua fé, no que tange à sabedoria de Deus, dizendo que Jesus era inculto e que o Senhor não sabe ler. Risível, né? Para nós, adultos, mas ela tem 9 anos.

anotei uns versículos, coisa simples, mas que já servem para ela solidificar um pouco mais a fé em Jesus e na autoridade das Escrituras Sagradas.

isso tudo, no entanto, me fez refletir sobre a validade e a dimensão daquilo que chamamos fé.
todos crêem. isso é fato. a diferença está no quê ou quem eu deposito essa minha fé.

até o mais racional dos ateus crê na "não existência do Senhor", e põe fé nisso.

eu sei em quem tenho crido e meus últimos meses têm me ajudado a solidificar um fé, que, por muitas vezes, eu confesso, tem sido bem racional, até.

mas se eu puder escolher, e eu acho que posso,

quero uma fé leve, divertida, num Deus que sorri de seus inimigos.
quero uma fé desafiadora num Jesus que questiona os soberbos, que toca no X da questão.
quero uma fé para hoje, num Deus que hoje, salva e liberta e cura.
quero uma fé que abrilhante o meu modo de viver, que conquiste o coração dos pequeninos que Deus tem me confiado.
quero uma fé que cante, sim que cante o melhor, o bom, que eu tenho visto de Suas mãos.

questionamentos (como o absurdo citado acima), eu encontrarei,
mas sei e sinto que nada pode contra a certeza que me move
contra o Deus que fala
e contra a certeza de minha salvação

que Ele, o meu Senhor, resguarde o meu coração dos ataques malignos, que Ele resguarde a fé dos pequeninos, que é sincera, que é vivida e atacada tão cedo.

e que ao fim, a minha fé materializada tenha o prazer de ver e tocar aquilo ou Aquele que ela sempre viu mesmo sem ver.

sexta-feira, novembro 19, 2010

Música, de ontem, de hoje e para sempre.

Minha vida é acompanhada de trilha sonora. Fato, a vida de um monte de gente é, sem surpresas até então.
Lá pelos 13 ou 14, ouvia Hanson e Backstreet Boys like crazy! Aí, passei a conhecer a música cristã internacional e abandonei as "boy bands".  De qualquer forma, acho que esse pop todo formou o meu gosto musical, sempre tendendo para coisas bem melodiosas, batida animada, desse jeito.

Meu mundo musical era composto de dcTalk, Bride, SevenDayJesus, ThirdDay, Petra, Jaci Velasquez. Ouvi mt também o G3, Fruto Sagrado, Código C, Resgate. Ótimos tempos, todo mundo contente com música crente e atual, crente e animada, é roooock. Minha adolescência. Música maravilhosa, que até hoje fala mt comigo.


O tempo passou e praticamente abandonei o nacional. Veio BarlowGirl, Rebecca St James, Jeremy Camp, TobyMac... E eu acabei praticamente me atualizando apenas nas músicas internacionais.

Até 14 de agosto de 2010.

No Love2010, assisti um bocado de bandas das quais nunca tinha ouvido falar neste evento em São Paulo ao qual eu fui só pra assistir o Shawn McDonald. De lá pra cá, os nacionais caminham passo a passo com o internacional no celular. O povo de quem eu falo é banda Crombie, Hélvio Sodré, Palavrantiga...


Não é só o som, é o conjunto de música e letra, inteligente, sem crentês... simples e verdadeiro para os ouvidos que já se cansaram da rima gospel, do jargão evangeliquês... do tipo de música "Deus vai te abençoar, você vai pisar todo mundo, vai ser milionário, coisa e tal"

É estranho ver como em poucos meses as coisas mudam a tal ponto, e vc se reconhece em coisas das quais nunca tinha ouvido falar. De tudo isso o que eu posso dizer é que existe um tempo chamado HojE para o qual a minha vida tem de ter relevância. O passado é bom, é fonte de aprendizado e crescimento, mas não se pode e não se deve viver dele.


A música do passado comunica a qualquer geração, mas eu também quero e preciso saber sobre o quê o Criador de todas as coisas está levando meus irmãos de caminhada a criar,  neste tempo que se chama hoje, para os ouvidos da nossa geração.

E vai por mim, eu duvido muito que Ele esteja de braços cruzados!


domingo, novembro 07, 2010

sobre ser aceito

ele caminhou pela multidão buscando um olhar
    em vão
todos pareciam grudados ao chão
assim que davam-se conta de sua imagem

ele caminhou buscando uma saudação
um "oi, estou te vendo"
mais uma vez, em vão
todos pareciam tão entretidos, tão ocupados

o tempo passou e ele se acostumou ao esquecimento,
à ignorância
ao nada

pensou estar pedindo demais
mas nao sabia que o que tinha era válido
era real e humano

ele só tinha a falta do "outro"
o mal, ou bem, que assola a humanidade desde que respirou
    o Adão, o primeiro homem

se aqueles que o ignoraram pudessem, nem que por um segundo,
experimentar a mesma dor intensa

correriam aos seus braços
pediriam-lhe um aconchego, reconheceriam a sua validade

este renegado poderia perguntar,

     "o discurso de amor é pura retórica  
     o querer levar Cristo a sério é papo "pra inglês ver"
     ou o cristianismo é sério de verdade???"

eu poderia perguntar, 
vc poderia perguntar.

terça-feira, novembro 02, 2010

Ele não deixa órfãos.

o mundo é farto de órfãos.
órfãos que nunca conheceram os pais,
os que conheceram,
e os que vivem com eles.

ser órfão pode ser sinônimo do desconhecimento das origens
de uma saudade infindável daqueles que te trouxeram ao mundo

ser órfão pode significar estar perdido
pode significar malograr as comemorações em família

pode ser sentir vontade de abraçar,
de amar, de discutir com pai e mãe.

dizem que Ele pode ter sido órfão de pai
um pai de criação

fato ou não, Ele sabia do que falava
quando prometeu a Seus seguidores
que órfãos eles não ficariam

e, (boa notícia), prometeu voltar:

Disse Jesus: "Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros". João 14.18 

esses tempos

sinto dizer que não se trata de tempos fáceis
discutimos coisas e há pouco consenso.
não que o consenso seja o alvo,
mas a unidade o é;

sinto dizer que a esperança corre fugidia.
que a lembrança corrói o coração
por conta do tempo que já foi;

sinto dizer que é tempo para uma resposta
não das suas argumentações
mas do seu amor;

sinto lhe informar que esconder-se entre as bagagens,
entre seus argumentos falhos, só trará mais
confusão...perdição...frustração;

por isso, pare e pense
constitua-se a si mesmo
e abrace o mundo,
e presenteie-o com mais de si e mais de Deus.