segunda-feira, janeiro 05, 2009

.autores de ficção cristã.

Jogando palavras ao vento (no google), me deparei com essa lista mais que interessante de autores de ficção cristã. Óbvio que poucos desses estão traduzidos, mas para quem realmente gosta, fica aí a dica, como uma grande referência para pesquisas futuras.
esse é o link!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Ano Novo (novo mesmo?)

O novo implica mudança. Repetidamente celebramos o Ano Novo sem que de fato nos presenteemos com um. No suposto Ano Novo, temos a cômoda alegria de repetir antigos hábitos, às vezes, maus ou inadequados hábitos, e assim, chegamos ao fim do ano com uma réplica do ano anterior. Por isso, é bom ouvir certos "toques" de alguns que já falaram algo sobre mudança. Isso aqui eu retirei do livro Talento Não É Tudo, de John C. Maxwell.

"Eis o que você deve procurar e como focar sue energia para conseguir os tipos de mudanças que irão transformá-lo para melhor:
  • Não mude apenas o suficiente para fugir de seus problemas - mude o suficiente para resolvê -los.
  • Não mude suas circunstâncias para melhorar sua vida - mude-se a si mesmo para melhorar as circunstâncias.
  • Não faça as mesmas coisas velhas esperando obter resultados diferentes - obtenha resultados diferentes fazendo algo novo.
  • Não espere ver a luz para mudar - comece a mudar assim que sentir a pressão.
  • Não veja a mudança como algo prejudicial que deve ser feito - veja-a como algo útil que pode ser feito.
  • Não evite pagar o preço imediato da mudança - do contrário, você pagará o preço alto de nunca melhorar."
É só uma coisa que eu li e achei propício para esse tempo que sempre nos causa alguma reflexão.
Feliz "Novo" 2009 a todos!
Que o novo de Deus tome lugar na vida e nos planos de vocês.

domingo, dezembro 28, 2008

Confissões

sou assaltada por um senso de justiça todo meu. Parece que desde criança me comporto como uma daquelas pessoas certinhas, que sabem o que é certo fazer em cada situação. O que poderia ser minha maior virtude, torna-se a minha cruz. Se todo esse senso me fizesse corresponder às situações da vida com maior propriedade, eu não teria muitos problemas. No entanto, a coisa começa a se complicar quando eu acho que esse senso de justiça e retidão se aplica a todo mundo. Há, por exemplo, situações que para mim soam como óbvias, como se tivessem respostas claras e evidentes do que se fazer, mas que os outros parecem não enxergar ou agir de acordo com elas.

Não acho que esteja sendo muito transparente nessa exposição, mas é um problema claramente identificado em meus relacionamentos com pessoas com as quais eu me considero "apta a aconselhar". E aí, exatamente porque o meu senso de retidão é tão expressamente "dado", eu tento dizer a alguém o que fazer, mas não possuo argumentos convincentes. Talvez esteja mesmo certa em minhas opiniões, (e abrindo um parênteses, não é de tudo que eu realmente entendo, às vezes eu acho que entendo), mas isso não me qualifica a sair por aí dando pitacos na vida alheia, nem ao menos a formatar padrões de conduta para todo mundo. Não dei muito trabalho pra ninguém quando criança ou quando adolescente. Não saía por aí brigando com todo mundo, (só às vezes, rs), nem ao menos aprontava coisas na rua ou no colégio, e isso fez de mim "a certinha", aquela que os pais dos colegas da igreja costumavam dizer: "Anda com ela, que ela é boazinha, que é menina de Deus" (coisas assim).

Vou afirmar expressamente: não me arrependo disso, não havia outra maneira possível de eu me conduzir. Mas acho que sempre quis gritar pelos quatro cantos do mundo como isso lança uma pressão negativa no cara que é "o certinho". O resto dos amigos não quer "recebê-lo" no grupo, e além disso, ele acaba recebendo um padrão que tem que manter, sem sair da linha pra não desapontar a ninguém. Todo esse contexto confuso, o senso de justiça, a expectativa dos "mais velhos", me tornou intolerante. Algumas pessoas que amo muito já me disseram que ao simples sinal de erro, estou pronta a acusar outros, a apontar suas falhas, a cobrar um pouco mais.

E, pra piorar ainda mais, me fez uma pessoa que quase não gosta de ouvir "repreensões". Simplesmente me acostumei a estar certa. E aí, parece que qualquer inadequação no meu comportamento já deve ser do meu conhecimento antes que alguém venha me chamar a atenção. Ai, momento crítico em que me deparo com a dura realidade da minha existência. É claro que há exceções, há momentos em que ouço as repreensões muito bem, assim como há momentos em que não dou a mínima para qualquer coisa desagradável que alguém faça, mas não é sempre.

Tudo isso que estou a explanar é uma questão central da minha existência. Os amigos nos desapontam, pessoas que amamos fazem escolhas que não aprovamos e o que fazemos com elas? Nós as proibimos de agir assim? Deixamos de falar com elas? O que se faz quando a pessoa que tanto queremos bem não dá a mínima para o que é bom e certo? O que Deus faz? Ele espera. Como o pai do filho pródigo esperou, esperou com certeza assim de uma varanda, ficou de prontidão olhando ao longe o filho retornar. Outra coisa, Deus não aponta o dedão nas nossas caras. Ele ama. Ele conhece o que é bom e reto. Ele nos deu a sua lei, mas nos ama, com todas as falhas, o pacote completo. Ele não me tacha "pecadora" com uma tarja preta e me joga fora. Mas o sangue do Seu Filho me purifica de todo pecado se eu o confessar. Deus não é acusador. Essa é uma característica do seu oponente. Dói enquanto escrevo esse post, me pergunto se devo publicar, e acho que sim, porque é um dos mais sinceros "ever".

Se todas essas linhas servem de alguma coisa, elas servem para me fazer "enxergar" o mal (1º passo), confessá-lo (2º passo) e abandoná-lo (3º passo). Não julgo que será tão fácil assim, afinal são anos de "farisaismo",rs. Tira o argueiro primeiro do teu olho. São muitos dias de reflexão, de insights, até o incidente de hoje com uma pessoa que amo muito, de quem cuidei por um tempo no ministério infantil, mas cujo o crescimento rápido está me assustando. Talvez eu não entenda o momento dessa pessoa, mas numa dessas, sem saber falar, cuidar ou discipular, a gente pode magoar pessoas que amamos tanto. (mas que a pessoa saiba, que tudo que foi dito, mesmo que de maneira embolada, foi por amor).

Acho que já deu uma baita de uma confissão e as lições seguirão gravadas a ferro quente no meu coração. Que Deus tenha misericórdia dessa alma intolerante, que precisa aprender de fato que a horde de pecadores e injustos começa com seu próprio nome. Lembra de Paulo: "
que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." I Tm 1:15

terça-feira, dezembro 23, 2008

algo sobre o Natal

Domingo passado, o Departamento Infantil na minha igreja realizou uma cantata de Natal chamada Natal Brasileiro. Foi tremendo. Vi a mão de Deus agindo naquele lugar, providenciando tudo, suprindo cada detalhe. As crianças cantaram lindamente! O tempo todo em que eu organizava essa cantata, um só pensamento cruzava a minha mente. Gratidão. Repetidamente eu dizia "Jesus, muito obrigada por se importar!" "Muito obrigada por dar algum valor a essa humanidade corrompida pelo pecado, e por pagar o preço naquela cruz". O nascimento dele aqui na terra é o começo de todo o plano, de tudo o que se deu para a nossa salvação. O justo pelos injustos. O fiel pelos infiéis. Como diz o compositor "Não saberei o preço pago por meus pecados lá na cruz" As lágrimas não me faltavam nesse momento. Ele veio.
Tentei passar um pouco dessa minha gratidão para as nossas crianças. Acho que alguns captaram, outros nem tanto, mas eu sei com certeza que um dia eles entenderão. Serão gratos também.
Por essa razão, eu comemoro o Natal. Mais do que um movimento familiar tão intenso, porque não é bem assim "de onde eu venho" (rs), eu comemoro internamente. Eu posto alguma coisa aqui, eu oro, eu volto às passagens de Lucas ou Mateus e me encanto com esse versículo em particular anualmente: "É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" Lc 2:11. Não há como ser diferente.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

o que vc sabe do futuro

o que vc sabe sobre o futuro?
jogou a pergunta ao ar sem querer resposta. Caminhou por uns instantes ao lado da namorada, guardando firme o entendimento que não o possuía. O futuro é plenamente imprevisível, ameaçador, obscuro, dono de si, cheio de prepotência e impera. Como não se sabe o que será de alguém dali a dois segundos, esse alguém é ou está refém.
a menina porém, corría em outra direção. Disse que sabia do casamento, das cores da festa, do vestido que queria. Que que é isso? Hã? perguntou o garoto, dando uma freiada brusca na estrada de seus pensamentos, fazendo contorno rapidamente, e daí, a passos largos tentando alcançá-la. O que mesmo?
Ela percebeu que a pergunta era mais uma afirmação. Percebeu que o namorado nada queria saber sobre seus sonhos futuros. Com aquela pergunta, simplesmente dizia estar perdido, ter medo do futuro, do desconhecido.
Na menina, os cantinhos da boca iam dando sinais da decepção e ele, na tentativa de desfazer o mal instaurado, fazia perguntas desconexas... as flores? as rosas? de que cor mesmo?
Mas que nada, no fundo, ele sabia que o "senhor futuro", aqueles segundos desconhecidos o tinham assaltado de novo, fora pego desprevinido, mãos ao alto, rendido, sem palavras, descoberto em sua falta de interesse. Oras, e eu lá ia saber de casamento?!
Para ela, já não era a primeira vez, em suas mentes infantis operavam lógicas diferentes. Ele era a pergunta e ela a resposta. Ele, o ponto de interrogação e ela, o ponto final, freqüentemente uma exclamação. Repetidamente iam escrevendo caminhos, frases, períodos inteiros de idas e vindas desse amor todo seu. Ele começa, ela acaba. Ele, o predicador, o verbo que pede o sujeito, um simples sujeito, o sujeito simples, a menina. Ela, então, porque sabe tudo consertar, e é sagaz, diz: "Sabe, eu devia mesmo era dizer, do futuro eu nada sei, mas sei que é com você."
E no fim, os dois concordam em gênero, número e grau.

domingo, novembro 30, 2008

Não sou especialista em música, mas como estou ficando especialista em falar de coisas das quais não sou especialista, quero falar agora de um cantor que tem me encantado repetidamente desde que ouvi "Lost At Sea". Sim, talvez eu goste de vozes masculinas, mas não é só por isso, talvez seja pelo violão, (incrivelmente lindo nas músicas dele!), também não é só por isso, talvez o estilo meio jazz, meio blues, não sei bem!). Mas fato é que Jimmy Needham já me encantou profundamente com dois cd's: Speak (2006) e Not Without Love (2008). Simplesmente não enjoa.
Jimmy dá uma de poeta (o que ele é mesmo), recita uma poesia intensamente em cada cd. Sempre chamando a atenção para a hipocrisia e religiosidade que constantemente parecem afetar a nós cristão. E nessas horas ele é seco, não mede as palavras, puro e simples.
Falando das músicas, ele desafia, canta o amor incomensurável do Mestre, canta a obra de redenção feita por Jesus na cruz, canta a fé, e, ultimamente, tem canções de amor. Diz-se por aí, que não importa o que vc diz, e sim, como vc diz, e isso ele sabe fazer bem.
Mas toda essa preparação, esse pano de fundo aí de cima, é pra chegar no ponto fundamental desse post. O que vc dá para Deus? Jimmy não deixa a desejar em nada, nada mesmo, qualquer compositor, poeta, etc e tal, que há por aí. No entanto, o que ele faz é completamente comprometido, até a alma amarrado ao Mestre, sem máscaras, sem usar "linguagem figurada" para "atrair" os outros. Não quero criticar os que fazem, ou mesmo sem dizer que Jimmy nunca fará isso. Mas o que eu quero dizer é que ninguém mascara esses discursos podres de imoralidade que tem destruído famílias, acabado com vidas em escala a perder de vista, fala-se abertamente da sujeira, mas alguns querem mascarar o maior AMOR do mundo. Faz algum sentido? Pra mim não. Seja como for, cada um tem sua consciência, e age de acordo com ela. A minha me diz que a história é linda demais para viver na sombra.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16
simples né? e complicado ao mesmo tempo.
inspirado nisso Jimmy fala: "O He died, He did to rectify my hopeless situation"
fica aí a sugestão, quem quiser, é só checar!

domingo, novembro 23, 2008

Jesus Cristo

o que eu teria para dizer para além de tudo que já foi dito? todas as passagens bíblicas, todos os estudos teológicos, históricos, etc? Não sei bem se uma leiga como eu teria informações importantes sobre Ele, que entusiasmassem qualquer um em busca de informações que trouxessem evidências. O que é evidente, claro e cristalino para mim é a minha experiência. A certeza no coração que nem o tempo, as decepções, lutas (e muitas!) conseguiram apagar.

O que me deixa sempre maravilhada é que, não importa o quanto falem Dele, se bem ou se mal, se façam filmes denegrindo Sua imagem, fotografias cheias de blasfêmia, isso nunca o afetaria. Seriam apenas formiginhas gritando, exaurindo suas forças pelo ódio incontido na tentativa de dizer que Ele não existe, ou que não fez nada do que realmente fez. Não importa o número de insultos que se faça, a natureza Dele não se altera.

"
Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." Hebreus 13:8

Ele é Aquele que reúne multidões, que conhece cada coração desses bilhões que batem todos os segundos, que vê o mundo em decadência, enquanto nos oferece o caminho sempre melhor.

uma recomendação: "The Real Jesus - Downhere"
uma dica: "Nunca se constrói um texto sozinho"

quinta-feira, novembro 20, 2008

o que eu deveria ter dito

como Kathleen Kelly em Mensagem pra Você, inicio esse post me perguntando sobre o que eu deveria ter dito. Assim como ela, sou daquelas pessoas que, no momento de um embate, não têm nada a dizer, parecendo uns bobos sem argumentos, se deixando levar pela afronta. Momentos depois, no entanto, parece que a situação assenta na mente e as palavras começam a vir. Discuros longos, elaborados, cheios de lógica, irrefutáveis. Ai, ai, agora eu sei exatamente o que eu devia ter dito, mas não dá pra voltar no tempo.
Por isso, como numa catarse (purgação) desses sentimentos aqui dentro presos, gostaria de gritar nesse blog o que eu gostaria de ter dito sobre o questionamento que me foi feito quando da apresentação do meu trabalho de iniciação científica. A história é a seguinte: foi um trabalho lindo, pelo menos para mim. Trabalhei por meses e meses na construção de um pensamento sobre a Divina Comédia de Dante e o posicionamento de Agostinho com relação à ficção. Todo o trabalho que não foi só meu, logicamente, muitíssimo fruto da colaboração e dedicação efetivas de minhas orientadoras, culminou num texto que seria lido na apresentação.
Foi aí então que veio o embate. Na segunda etapa da Jornada de Iniciação Científica (porque Deus me levou até lá, porque Dele e por Ele, para Ele são todas as coisas), fui questionada pelo modo da minha apresentação, o fato de eu ter lido o texto e não "falado" sobre a minha pesquisa, etc e tal.
Falei que era uma questão de economia de tempo, falei que o texto era o próprio fruto da pesquisa, mas na minha concepção, não fui tão eloqüente quanto deveria. Costumava dizer que eu era melhor escrevendo do que falando, acho que é fato, mas isso tem que mudar.
Um texto escrito não atrai tanto as pessoas, o que todos nós queremos é teatro, mídia, diversão, coisas que nem sempre um trabalho estritamente teórico e de cunho investigativo pode dar conta. Felizmente, Deus me enviou duas resgatadoras que apreciaram o trabalho, me deram crédito e, mesmo não sendo da minha área, perceberam o trabalho intelectual feito ali. Oras, oras. Como eu devia ter dito coisas, como: "arquitetos fazem pontes, prédios e trazem aqui suas maquetes e idéias que ficam como contribuição para a sociedade, mas o meu trabalho é com a linguagem, o que eu tenho para devolver a esse mundo é um texto, que é pensado, dá trabalho, um texto que eu nem sei quantas vezes eu fui e voltei nele, quantas vezes eu escavinhei essa terra, buscando a melhor maneira de dizer o que eu tinha pra dizer, quantas vezes enchi a paciência da querida orientadora procurando a melhor palavra, o melhor sinônimo. Oras, oras." Isso me cansou e me abriu os olhos para a verdade de nosso tempo, que o que conta, não é tanto o que vc diz, mas como vc diz, a performance. Agora tá certo, super aulas de teatro pra JIC do ano que vem!

sábado, novembro 08, 2008