domingo, fevereiro 08, 2009

O Peregrino (e o que eu aprendi com ele)

Vou unir uma recomendação de um filme e alguns pensamentos bem recentes em relação à minha fé. Gostaria que todos assistissem O Peregrino, um dos mais recentes filmes que, felizmente, está circulando o meio gospel nessa nova sede pela sétima arte.
Um "sem palavras" para o filme, que, de maneira grandiosa (na verdade a obra literária de John Bunyan), descreve a jornada do cristão até a morada celestial com Cristo. Assistam, tenho certeza que trará luz e entendimento a vocês como trouxe a mim.
Mudando o foco para a pessoa q vos escreve, gostaria de dizer que o começo do filme em particular, quando Cristão sai de casa sedento por conhecer a cidade celestial, e o Deus que o chamava, me fez entender o quão terrena é minha fé. Para que tenho fé em Deus? Pra conseguir um belíssimo emprego? Pra comprar coisas? Pra ter alguém especial do meu lado? Pra viver uma vida confortável por aqui? Cheia de músicas e filmes e lanches e saídas com pessoas legais? O que isso tem de essencial no Reino? O Reino é essencialmente espiritual, é aqui e é agora, mas é espiritual. O Reino é feito de vidas salvas, de edificação no corpo de Cristo. O reino também é feito "das demais coisas" lá de Mateus 6:33, mas elas não devem ser o meu foco. O foco é: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino e a sua Justiça." Mt 6:33a
Não sei se a minha exposição consegue traduzir o peso da revelação no meu coração. Mas enquanto eu assistia o filme, era como se esse entendimento fosse tomando espaço em meu pensamento e me mostrando que por muitas vezes eu coloco Deus na posição daquele q deve cuidar de todos os meus problemas e me fazer sentir sempre bem. Ele faz isso, mas não é por isso que devo servi-Lo. Devo servi-Lo por que Ele me deu a vida e ao mesmo tempo a resgatou. Devo servi-Lo porque Ele já fez demais por mim, Ele deu seu Filho precioso por mim, sem que eu merecesse.
Nessa caminhada há alguns bônus, como empregos, casamento, filhos, presentes que Ele dá porque me ama, e é um ótimo doador de presentes, ninguém presenteia como Ele (assunto para um outro post).
Todo esse desabafo é uma forma de fazer a verdade "assentar" dentro de mim, e, ao mesmo tempo, dar-me a oportunidade de conhecer o pensamento de outros a esse respeito.
Sei que parte dessa sensação de "shopping center" no Cristianismo de hoje, se dá por conta da sociedade em que vivemos. Mas Ele mesmo nos disse para não nos conformarmos com "esse século", mas renovarmos a nossa mente, mesmo que seja com coisas que alguns já descobriram há algum tempo. Como o John Bunyan que há tanto tempo escreveu esse livro numa prisão.

e veja bem o que a Palavra diz sobre isso:

"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." I Coríntios 15:19

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

"Tia, qual é o tema da aula?

domingo, 25 de janeiro. Subo ao departamento infantil só pra ver se tá tudo bem. Não estava, duas classes sem professor. Reúno as crianças e começo algo que nem sei o que é. Nem tem como buscar as coisas lá no templo. Nem saio mais da sala, sou eu e só eu. Oramos, cantamos algumas músicas que vinham aleatórias. Tudo meio que no improviso. Eu canto e ministro alguma coisa. Uma das crianças me pergunta: "Tia, isso é o louvor ou a história?" Eu respondo: "É que eu gosto de misturar mesmo" (foi nesse momento que eu me dei conta disso).
Com o passar do tempo, uma menina interessada, com um bloquinho e caneta pergunta: "Tia, qual é o tema da aula?" "Depois eu falo..." Não havia tema. Achei que eles tinham percebido que caí ali de pára-quedas. Mais tarde ela me lança a mesma pergunta. Como eu ainda não tinha um tema, deixei que ela entendesse que tudo o que estava sendo feito ali era simultâneo com o que Deus me mandava fazer. "Está vindo direto, Carol." Na hora da mensagem, pedi que eles abrissem em Gênesis (que estava sendo a minha leitura daqueles dias), sem saber em que capítulo, enquanto folheava a minha Bíblia procurando uma passagem com algum comentário meu e que "combinasse" para ministrar a eles. Me deparei com a passagem de Esaú e Jacó, com uma frase escrita por mim (era: "Num momento corriqueiro"). Achava que seria bom dizer para eles, que muitas vezes somos tentados a pecar em momentos muito comuns de nossas vidas, como aquele momento para Esaú e Jacó (o primeiro voltava de uma caçada, como sempre, e o outro estava cozinhando, nada anormal).
De qualquer maneira, enquanto prosseguia com a mensagem, não foi por aí que fui levada a falar. Deus me ensinou um pouco mais sobre não desprezar a bênção. Falei com as crianças, enquanto Deus falava comigo, que não devemos desprezar aquilo que só Deus pode fazer por nós. As bênçãos que Ele tem guardado para nós, nós mesmos nunca poderemos "reproduzir", não devemos nem por um segundo compará-las às coisas desse mundo. Foi maravilhoso aquele domingo. E então eu finalmente disse para a Carol: "Taí o tema, Carol. Eu não vou desprezar a minha bênção."

Queria que momentos como esse se repetissem sempre. São esses momentos na verdade que me dão a sensação de que estou no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas, fazendo a coisa certa. Algo pra se pensar, né?
Entrar numa sala como aquela e ter de 15 a 20 mentes completamente dispostas a te ouvir (algumas mais outras menos) é algo que deve ser valorizado. É a minha chance mensal de edificar, de plantar as sementes certas naqueles corações. E isso eu não posso desprezar, não posso desprezar a alegria e a bênção que é ser um educadora cristã.
Seja lá o que for que vc tenha como ministério, não o despreze, esmere-se em cumprir o seu chamado, em ser o que Deus te criou para ser.
Salut!

sábado, janeiro 31, 2009

"Não temas, Crê somente."

Depois de uns tempos sem postar, na verdade, na impossibilidade de um momento propício para isso, queria deixar aqui um post que me ocorreu dia desses enquanto lia a Palavra. Estou no propósito de um plano de leitura bíblica anual. Não dá pra explicar o quão revelador e deslumbrante tem sido seguir esse plano. Algumas sutilezas da Palavra de Deus tem se mostrado a mim, através, é claro, do Espírito Santo. Coisas que eu não lia há muito tempo, tomaram forma de uma maneira muito especial.
Por outro lado, houve momentos, e principalmente na leitura de Gênesis, em que fui "desafiada" a não crer. Já parou pra ler com os "olhos humanos" a narrativa de um Deus que cria coisas imensas e super elaboradas, como os oceanos, ou luminares, só com o som da sua voz? "E disse Deus..."? Não vou negar que fui tentada.
Estou terminando a minha faculdade de Letras. E, assuntos como religião e ciência, coisas assim, me interessam muitíssimo. E na hora da minha leitura, fui confrontada em tantas passagens que me custa agora recordar. Admito que lutei com pensamentos que colocavam em dúvida a autoria e o relato do Gênesis, etc e tal. Não vou transcrevê-los aqui, nem quero confundir vc, caríssimo leitor, mas é importante relatar o fato.
Felizmente, o final é positivo. Não houve algum terremoto, ou nenhuma voz vinda diretamente do céu me dizendo que eu deveria crer e tal, mas durante os curtos minutos do confronto, me agarrei à minha FÉ.
FÉ é "a convicção de fatos que não se vêem". Não estive lá quando Deus criou o Universo, não estive lá quando confundiu as línguas em Babel. Mas de uma coisa eu faço, e decido: ACREDITAR.
Para ter fé é necessário ser meio louco. É preciso abrir mão da sua ciência "humana", literalmente humana, falha, furada, mas que te traz uma baita "segurança", (penso, logo existo), pra se fazer indouto, incapaz, e se render à sabedoria de Deus, infalível, que surpreende, que incomoda. Já disse aqui, e vou dizer de novo: Ele, o Senhor Todo-Poderoso, não segue a sua lógica.
Todo esse pano de fundo, é pra propor o real objetivo desse post, que é, realçar o fato de que em toda a Bíblia, há passagens em que é mais forte a necessidade de se aplicar a fé para sobreviver. Por exemplo, há pessoas que lêem os Salmos e se sentem bem. Que ouvem um provérbio ou outro, ou até que acreditam nas profecias bíblicas sobre o fim dos tempos, mas que se contorcem de pensar num Deus que abriu o mar, ou que colocou uma família liderada por um ancião numa arca, enquanto toda a humanidade se afogava.
Para essas circunstâncias é mais do que necessário aplicar a fé, e se lançar sem reservas no inusitado de Deus, no âmbito do sobrenatural.
Que os olhos dessa menina aqui que lê não desejem diminuir o poder e o amor de seu Deus. Que o coração dessa leitora apaixonada pela Palavra respeite o peso das asseverações divinas e as leve ao maior grau de credibilidade. Que todas as estratégias de interpretação que essa leitora aplica sejam fruto de uma intimidade que reverencia e tem em alto nível de devoção Aquele que fala, a Autoridade, Supremo, Excelso, Senhor de tudo.
Que a Palavra de Jesus ao pai de uma menina morta (Jairo) quando Ele está prester a ressuscitá-la, que é: "Não temas. Crê somente", seja o seu alvo, leitor. Não temas estar enganado, não temas estar sozinho no Universo, não temas perder o sentido da vida, "crê somente". De ti não é pedido mais nada, além de: "Crê somente." Faça o seu papel, entregue a Ele o que lhe é devido: a sua fé. Nessa sociedade, Ele entra com o sobrenatural, com o divino, e a vc é pedido que "tenha fé".
"O justo viverá pela fé." Habacuque 2:4
"Sem fé é impossível agradar a Deus." Hebreus 11:6
e por aí vai...

P.S.: Esse assunto de fé ainda rende outro post. Até, então.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Anunciação - de Tanja Butler

há uma revista muito interessante que descobri há um tempo na web Comment Magazine.
É o tipo de revista que trata dos assuntos da fé cristã, arte, mundo acadêmico, etc.
A última edição dessa revista traz esse quadro, de Tanja Butler, chamado Anunciação. Uma primeira olhada despreocupada nessa obra não me revelou muita coisa, mas quando li a descrição na revista, fiquei mesmo encantada. Pedi permissão à artista e ela me concedeu reproduzir a imagem aqui.
Basicamente, o que me atraiu foram as cores fortes e o tema bíblico. Mas com a leitura da crítica no site, soube que a imagem mostra um momento de intercessão entre a eternidade e nosso tempo, humano. Gabriel vem até Maria para dizer que ela tinha sido escolhida para ser a mãe de Jesus. A parte de cima da tela mostra o mundo eterno, enquanto a parte de baixo é a parte da humanidade.
Você pode reparar que há uma escada, como que se mostrasse que através do plano perfeito de Deus, haveria um caminho, O Caminho, Jesus, o que também é sinalizado pela porta que separa Gabriel e Maria.
Talvez houvesse mais detalhes a serem explorados, mas o mais importante para mim é começar a investigar esse mundo, de gente que trabalha algo tão lindo e refinado como a pintura, para a glória de Deus.
No meio cristão evangélico, essa tem sido uma questão meio que deixada de lado, pelo menos no nosso contexto brasileiro. Não sei bem "cristã/o quê" é a artista, mas o que importa é que eu realmente acredito que a arte é algo inerentemente humano, que nos foi dado por Deus e que devíamos usar isso para a glória Dele! Mas ainda há muito para eu aprender.

p.s: você pode ver mais dessa artista nesse link.

© Copyright 2009 Tanja Butler
Oil, acrylic and gold leaf on panel
10" x 5" x 2"
2005

segunda-feira, janeiro 05, 2009

.autores de ficção cristã.

Jogando palavras ao vento (no google), me deparei com essa lista mais que interessante de autores de ficção cristã. Óbvio que poucos desses estão traduzidos, mas para quem realmente gosta, fica aí a dica, como uma grande referência para pesquisas futuras.
esse é o link!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Ano Novo (novo mesmo?)

O novo implica mudança. Repetidamente celebramos o Ano Novo sem que de fato nos presenteemos com um. No suposto Ano Novo, temos a cômoda alegria de repetir antigos hábitos, às vezes, maus ou inadequados hábitos, e assim, chegamos ao fim do ano com uma réplica do ano anterior. Por isso, é bom ouvir certos "toques" de alguns que já falaram algo sobre mudança. Isso aqui eu retirei do livro Talento Não É Tudo, de John C. Maxwell.

"Eis o que você deve procurar e como focar sue energia para conseguir os tipos de mudanças que irão transformá-lo para melhor:
  • Não mude apenas o suficiente para fugir de seus problemas - mude o suficiente para resolvê -los.
  • Não mude suas circunstâncias para melhorar sua vida - mude-se a si mesmo para melhorar as circunstâncias.
  • Não faça as mesmas coisas velhas esperando obter resultados diferentes - obtenha resultados diferentes fazendo algo novo.
  • Não espere ver a luz para mudar - comece a mudar assim que sentir a pressão.
  • Não veja a mudança como algo prejudicial que deve ser feito - veja-a como algo útil que pode ser feito.
  • Não evite pagar o preço imediato da mudança - do contrário, você pagará o preço alto de nunca melhorar."
É só uma coisa que eu li e achei propício para esse tempo que sempre nos causa alguma reflexão.
Feliz "Novo" 2009 a todos!
Que o novo de Deus tome lugar na vida e nos planos de vocês.

domingo, dezembro 28, 2008

Confissões

sou assaltada por um senso de justiça todo meu. Parece que desde criança me comporto como uma daquelas pessoas certinhas, que sabem o que é certo fazer em cada situação. O que poderia ser minha maior virtude, torna-se a minha cruz. Se todo esse senso me fizesse corresponder às situações da vida com maior propriedade, eu não teria muitos problemas. No entanto, a coisa começa a se complicar quando eu acho que esse senso de justiça e retidão se aplica a todo mundo. Há, por exemplo, situações que para mim soam como óbvias, como se tivessem respostas claras e evidentes do que se fazer, mas que os outros parecem não enxergar ou agir de acordo com elas.

Não acho que esteja sendo muito transparente nessa exposição, mas é um problema claramente identificado em meus relacionamentos com pessoas com as quais eu me considero "apta a aconselhar". E aí, exatamente porque o meu senso de retidão é tão expressamente "dado", eu tento dizer a alguém o que fazer, mas não possuo argumentos convincentes. Talvez esteja mesmo certa em minhas opiniões, (e abrindo um parênteses, não é de tudo que eu realmente entendo, às vezes eu acho que entendo), mas isso não me qualifica a sair por aí dando pitacos na vida alheia, nem ao menos a formatar padrões de conduta para todo mundo. Não dei muito trabalho pra ninguém quando criança ou quando adolescente. Não saía por aí brigando com todo mundo, (só às vezes, rs), nem ao menos aprontava coisas na rua ou no colégio, e isso fez de mim "a certinha", aquela que os pais dos colegas da igreja costumavam dizer: "Anda com ela, que ela é boazinha, que é menina de Deus" (coisas assim).

Vou afirmar expressamente: não me arrependo disso, não havia outra maneira possível de eu me conduzir. Mas acho que sempre quis gritar pelos quatro cantos do mundo como isso lança uma pressão negativa no cara que é "o certinho". O resto dos amigos não quer "recebê-lo" no grupo, e além disso, ele acaba recebendo um padrão que tem que manter, sem sair da linha pra não desapontar a ninguém. Todo esse contexto confuso, o senso de justiça, a expectativa dos "mais velhos", me tornou intolerante. Algumas pessoas que amo muito já me disseram que ao simples sinal de erro, estou pronta a acusar outros, a apontar suas falhas, a cobrar um pouco mais.

E, pra piorar ainda mais, me fez uma pessoa que quase não gosta de ouvir "repreensões". Simplesmente me acostumei a estar certa. E aí, parece que qualquer inadequação no meu comportamento já deve ser do meu conhecimento antes que alguém venha me chamar a atenção. Ai, momento crítico em que me deparo com a dura realidade da minha existência. É claro que há exceções, há momentos em que ouço as repreensões muito bem, assim como há momentos em que não dou a mínima para qualquer coisa desagradável que alguém faça, mas não é sempre.

Tudo isso que estou a explanar é uma questão central da minha existência. Os amigos nos desapontam, pessoas que amamos fazem escolhas que não aprovamos e o que fazemos com elas? Nós as proibimos de agir assim? Deixamos de falar com elas? O que se faz quando a pessoa que tanto queremos bem não dá a mínima para o que é bom e certo? O que Deus faz? Ele espera. Como o pai do filho pródigo esperou, esperou com certeza assim de uma varanda, ficou de prontidão olhando ao longe o filho retornar. Outra coisa, Deus não aponta o dedão nas nossas caras. Ele ama. Ele conhece o que é bom e reto. Ele nos deu a sua lei, mas nos ama, com todas as falhas, o pacote completo. Ele não me tacha "pecadora" com uma tarja preta e me joga fora. Mas o sangue do Seu Filho me purifica de todo pecado se eu o confessar. Deus não é acusador. Essa é uma característica do seu oponente. Dói enquanto escrevo esse post, me pergunto se devo publicar, e acho que sim, porque é um dos mais sinceros "ever".

Se todas essas linhas servem de alguma coisa, elas servem para me fazer "enxergar" o mal (1º passo), confessá-lo (2º passo) e abandoná-lo (3º passo). Não julgo que será tão fácil assim, afinal são anos de "farisaismo",rs. Tira o argueiro primeiro do teu olho. São muitos dias de reflexão, de insights, até o incidente de hoje com uma pessoa que amo muito, de quem cuidei por um tempo no ministério infantil, mas cujo o crescimento rápido está me assustando. Talvez eu não entenda o momento dessa pessoa, mas numa dessas, sem saber falar, cuidar ou discipular, a gente pode magoar pessoas que amamos tanto. (mas que a pessoa saiba, que tudo que foi dito, mesmo que de maneira embolada, foi por amor).

Acho que já deu uma baita de uma confissão e as lições seguirão gravadas a ferro quente no meu coração. Que Deus tenha misericórdia dessa alma intolerante, que precisa aprender de fato que a horde de pecadores e injustos começa com seu próprio nome. Lembra de Paulo: "
que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." I Tm 1:15

terça-feira, dezembro 23, 2008

algo sobre o Natal

Domingo passado, o Departamento Infantil na minha igreja realizou uma cantata de Natal chamada Natal Brasileiro. Foi tremendo. Vi a mão de Deus agindo naquele lugar, providenciando tudo, suprindo cada detalhe. As crianças cantaram lindamente! O tempo todo em que eu organizava essa cantata, um só pensamento cruzava a minha mente. Gratidão. Repetidamente eu dizia "Jesus, muito obrigada por se importar!" "Muito obrigada por dar algum valor a essa humanidade corrompida pelo pecado, e por pagar o preço naquela cruz". O nascimento dele aqui na terra é o começo de todo o plano, de tudo o que se deu para a nossa salvação. O justo pelos injustos. O fiel pelos infiéis. Como diz o compositor "Não saberei o preço pago por meus pecados lá na cruz" As lágrimas não me faltavam nesse momento. Ele veio.
Tentei passar um pouco dessa minha gratidão para as nossas crianças. Acho que alguns captaram, outros nem tanto, mas eu sei com certeza que um dia eles entenderão. Serão gratos também.
Por essa razão, eu comemoro o Natal. Mais do que um movimento familiar tão intenso, porque não é bem assim "de onde eu venho" (rs), eu comemoro internamente. Eu posto alguma coisa aqui, eu oro, eu volto às passagens de Lucas ou Mateus e me encanto com esse versículo em particular anualmente: "É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" Lc 2:11. Não há como ser diferente.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

o que vc sabe do futuro

o que vc sabe sobre o futuro?
jogou a pergunta ao ar sem querer resposta. Caminhou por uns instantes ao lado da namorada, guardando firme o entendimento que não o possuía. O futuro é plenamente imprevisível, ameaçador, obscuro, dono de si, cheio de prepotência e impera. Como não se sabe o que será de alguém dali a dois segundos, esse alguém é ou está refém.
a menina porém, corría em outra direção. Disse que sabia do casamento, das cores da festa, do vestido que queria. Que que é isso? Hã? perguntou o garoto, dando uma freiada brusca na estrada de seus pensamentos, fazendo contorno rapidamente, e daí, a passos largos tentando alcançá-la. O que mesmo?
Ela percebeu que a pergunta era mais uma afirmação. Percebeu que o namorado nada queria saber sobre seus sonhos futuros. Com aquela pergunta, simplesmente dizia estar perdido, ter medo do futuro, do desconhecido.
Na menina, os cantinhos da boca iam dando sinais da decepção e ele, na tentativa de desfazer o mal instaurado, fazia perguntas desconexas... as flores? as rosas? de que cor mesmo?
Mas que nada, no fundo, ele sabia que o "senhor futuro", aqueles segundos desconhecidos o tinham assaltado de novo, fora pego desprevinido, mãos ao alto, rendido, sem palavras, descoberto em sua falta de interesse. Oras, e eu lá ia saber de casamento?!
Para ela, já não era a primeira vez, em suas mentes infantis operavam lógicas diferentes. Ele era a pergunta e ela a resposta. Ele, o ponto de interrogação e ela, o ponto final, freqüentemente uma exclamação. Repetidamente iam escrevendo caminhos, frases, períodos inteiros de idas e vindas desse amor todo seu. Ele começa, ela acaba. Ele, o predicador, o verbo que pede o sujeito, um simples sujeito, o sujeito simples, a menina. Ela, então, porque sabe tudo consertar, e é sagaz, diz: "Sabe, eu devia mesmo era dizer, do futuro eu nada sei, mas sei que é com você."
E no fim, os dois concordam em gênero, número e grau.