quinta-feira, novembro 26, 2009
sexta-feira, novembro 20, 2009
João
- Eu só queria ouvir mais um pouquinho. Foram essas as palavras que o menino solitário que João tinha se tornado pensou mas não disse. Na verdade, seus olhos disseram. No recinto onde estava, ninguém ouviu, ninguém foi capaz de ler em seu olhar um clamor somado ao longo dos anos por respostas que cismavam em lhe negar. Nunca conhecera o pai. A mãe, imaturamente, faltava em observar o filho com os olhos do coração. Cenas assim só se repetiam. No momento de que se fala, estava no culto infantil de uma igreja que estava visitando. A professora falava: Deus, amor de Cristo, Ele ama a todos. Mas aí a hora foi passando, o culto acabou, em nome de Jesus, amém, tchau crianças. Gritinhos pelo corredor e lá eles se foram, e as dúvidas ficaram no coração aflito de João. Ninguém percebeu que ele queria o Salvador. Sua timidez infantil, seu medo de incomodar, fato que comumente lhe atribuíam, não o deixaram pedir ajuda, fazer perguntas, dizer que queria saber mais. O Salvador, contudo, ouviu. Seu encontro com João não tarda, mas tem hora e local certo. (continua...)
sábado, novembro 07, 2009
interdisciplinariedade (consegui!)
domingo, outubro 25, 2009
Pliable = do inglês, flexível, dobrável, facilmente influenciável ou persuadido.
me assusta a conformidade com o mal. me assusta como uma sociedade como a nossa afasta o bom, o perfeito e agradável, e recebe, assim, como de "braços abertos" aquilo que é duvidoso, conivente com a injustiça. me assusta a facilidade com a qual alguns sentem aversão profunda às palavras "religião", "Deus", "Jesus", mas não se chocam tanto assim ao assistirem os noticiários. me deixa perplexa a facilidade com que nos acostumamos a uma moral na lama, como nos acostumamos a abrir precedentes, a dizer: "depende do ponto de vista", como nos acostumamos a relativizar o pecado, brincar com ele, como batata-quente, passando de mão em mão, mas sempre torcendo que o silêncio não nos surpreenda no ato. me impressiona a minha capacidade de achar que sempre terei outro tempo, outro momento para consertar as coisas. mas o fim é logo ali... me assusta como posso esconder verdades que já me salvaram e deixar outros se afogarem. a sensação é de uma socieade que foge do Deus único e verdadeiro, mas recebe de braços abertos qualquer tipo de fé mística, fé que adora a obra e não o Criador Supremo da obra. fé que idolatra o homem, colocando-o num pedestal. no meio do caos, refleti sobre a felicidade, aquela assim, insuperável, que nada poderia apagar: pra mim, que no Dia do Senhor, eu seja encontrada do lado das "ovelhas" de Cristo, com um sorriso de ponta a outra, com o coração pulsando de amor pelo Mestre, e ao meu redor, a minha família, inteira, com o mesmo sorriso e o mesmo pulsar, e além desses, outro grupo, daqueles que Deus me permitiu alcançar para Ele. crianças. adolescentes. famílias. vidas que foram marcadas por algo simples que eu possa ter feito, um sorriso, um "Jesus te ama", um abraço fraternal. ou algo complicado, uma conversa longa, horas de oração, jejum, muito tempo investido. não importa como, quero salvar vidas para o meu Rei. retomando o título, se eu tiver de ser "pliable" que seja para Jesus. que seja para me permitir ser moldada pelo meu Criador, para corresponder às expectativas dele. alguns querem ser moldados pelo pensamento vão desse mundo. é tudo uma questão de saber a quem você entrega o controle da sua vida e mente. porque no fim, ninguém é tão senhor de si assim.
ao som de "Pliable" de Brooke Fraser
ao som de "Pliable" de Brooke Fraser
sexta-feira, outubro 02, 2009
eu me debato com um post que quer sair, mas ao qual tento não me render. essa postagem, então, que você lê, é aquele texto, reprimido, não aceito, se disfarçando em mero comentário. o assunto? perder. ouvi dia desses que nunca se perde nada de uma hora para outra, se perde pouco a pouco, numa progressão não prevista. acho que perdi uma amizade. não acho, sei, mas prefiro deixar assim. se devo falar assim, não estou certa. sei que ficaram lembranças, ficaram dúvidas sobre onde errei, fui neurótica demais?
a trilha sonora é do The Fray quando ele canta: "where did i go wrong, I lost a friend, somewhere along in the bitterness and I would have stayed up with you all night Had I known how to save a life." (onde foi que errei, perdi um amigo, em algum lugar na amargura. Teria eu passado a noite em claro se soubesse como salvar uma vida?)
acho que passei. talvez tenha errado por excesso, por depositar demais do meu coração num cuidado que não devia ser meu. por mais consistentes e bem intencionados que sejam os seus conselhos, chego a pensar que nada consegue vencer a "vontade".que poder ela tem. cuidado com o que você anda desejando, é nisso que vc se torna.
seja como for, passou. nunca pensei ser esse o fim, nunca pensei que as coisas se encaminhariam para essa direção, mas foi assim que aconteceu. temo dizer que isso tenha me acrescentado um pouco de "pessimismo" com algumas coisas. sabe, se esforçar, se dedicar, tentar dar uma mão. acho que fica de aprendizado que SONHAR é algo íntimo e próprio do indivíduo, não posso exigir que alguém possua o mesmo "padrão de qualidade" na hora das escolhas pessoais. o perigo disso tudo? sentir-se injustiçado. sentir-se feito de palhaço. já passei por lá. acho que de lá estou saindo e nem sei bem, nesse emaranhado de sentimentos, onde estou.
a vida continua. vc conhece outras pessoas. outras pessoas demonstram amor por vc. vc cresce com os tropeços da vida e promete a si mesmo não colocar sobre si mesma tal fardo da próxima vez, pelo menos vc promete.
a trilha sonora é do The Fray quando ele canta: "where did i go wrong, I lost a friend, somewhere along in the bitterness and I would have stayed up with you all night Had I known how to save a life." (onde foi que errei, perdi um amigo, em algum lugar na amargura. Teria eu passado a noite em claro se soubesse como salvar uma vida?)
acho que passei. talvez tenha errado por excesso, por depositar demais do meu coração num cuidado que não devia ser meu. por mais consistentes e bem intencionados que sejam os seus conselhos, chego a pensar que nada consegue vencer a "vontade".que poder ela tem. cuidado com o que você anda desejando, é nisso que vc se torna.
seja como for, passou. nunca pensei ser esse o fim, nunca pensei que as coisas se encaminhariam para essa direção, mas foi assim que aconteceu. temo dizer que isso tenha me acrescentado um pouco de "pessimismo" com algumas coisas. sabe, se esforçar, se dedicar, tentar dar uma mão. acho que fica de aprendizado que SONHAR é algo íntimo e próprio do indivíduo, não posso exigir que alguém possua o mesmo "padrão de qualidade" na hora das escolhas pessoais. o perigo disso tudo? sentir-se injustiçado. sentir-se feito de palhaço. já passei por lá. acho que de lá estou saindo e nem sei bem, nesse emaranhado de sentimentos, onde estou.
a vida continua. vc conhece outras pessoas. outras pessoas demonstram amor por vc. vc cresce com os tropeços da vida e promete a si mesmo não colocar sobre si mesma tal fardo da próxima vez, pelo menos vc promete.
sexta-feira, setembro 18, 2009
um objeto, o tato, o conjunto da obra
seus dedos escorregavam pelas páginas amareladas daquele livro. talvez ele fosse muito mais do que um conjunto de livros. num movimento cuidadoso, deixou que as folhas passassem lentamente, enquanto ela olhava de lado. pessoas de eras distintas, fatos separados por séculos, agora se misturavam pelo folhear da garota. viu nomes incomuns como Eliasibe, Uziel. viu verbos como obedecer, sacrificar, dizer. viu pequena histórias, grandes homens, viu sofrimento, viu alegria, viu canto, viu choro. nesse instante, o pensamento lhe cortou a mente como algo que nos penetra os sentidos sem deixar espaço. ali estava a sua história. não com a riqueza de detalhes como a daquelas pessoas. mas sua história estava ali, contada através de exemplos, na oração do Filho de Deus quando disse na terra: "Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra;*" era mais uma experiência física com aquele objeto, não era um texto específico, era o tato. o conjunto da obra. como se ela ouvisse as vozes, como se soubesse que havia um Autor. naquela hora, foi compelida a orar. sentiu um ímpeto no coração em pedir perdão, por todas as vezes que assumiu o controle. por todas as vezes que ignorou a vontade de seu Autor e Criador. nessa hora, sua vida voltou aos trilhos e, bem lá dentro, ela soube disso.
domingo, setembro 06, 2009
sobre onde um post começa
um post começa de uma mente destraída, surpreendida por um pensamento cortante decidido a surgir. ele perpassa sua consciência, consumindo sua atenção, estabelecendo relações, formando sentenças, orações e, então, períodos. o post não surge da vontade. mas tb não surge se não houver vontade alguma. ele surge da mente atenta. de um coração aberto a experimentar o outro. ele surge da necessidade de comunicar. de colocar em palavras algo que te envolve por inteiro. escrever traz mais do que leva. traz mais entendimento, mais vida à vida. escrever une pontos, nossos pontos imperfeitos, irrelevantes, fracos, esses mesmos, depois de um pouco de pensamento, nos eleva a conhecer a pessoa que chamamos de eu. se escrever é uma arte, caberia a todos se tornarem mestres dela, não a fim de serem autores de best-sellers, mas para escreverem e enxergarem a própria história que escrevem com a própria vida. um post começa, um texto começa e é como se nunca tivesse fim, pela idas e vindas de um conhecimento próprio que se dá a todo momento durante a vida...
terça-feira, setembro 01, 2009
Sobre uma caixinha de plástico e o Fogo
"I left my heart in a plastic box / Deixei o meu coração numa caixa de plástico
on the bedside table / na mesinha de cabiceira
It will be locked till I get home. / vai ficar trancado, até que eu chegue em casa."
esses versos fazem parte da música "The Beginning" do The Classic Crime. a música tem sido um alvo de investigação pra mim.
Simplesmente não consigo captar o que ele quer dizer; talvez ele não queira se envolver tanto com as pessoas a ponto de se magoar; ou ele sinta tanta saudade de alguém que prefere deixar o coração meio que "de molho" por uns instantes. acho que qualquer hora dessas, quando eu menos esperar, vou entender melhor do que se trata. o importante é que o som deles tem me feito mt bem. e o ponto aqui é outro.
seja qual for o significado desses versos, sou levada a repensar algumas atitudes.
tenho sim procurado deixar meu coração "numa caixinha" guardado em algum lugar, longe das decepções, longe dos medos, longe da dor. sempre me ocorre o pensamento de que se eu me proteger o suficiente, não me decepcionarei como antes, não terei a dor de ver um investimento grande indo pelo ralo. aí a gente se cerca da superficialidade. já que ninguém se importou comigo quando me magoou profundamente, também não devo me importar com mais ninguém.
mas não é isso o que meu Deus pensa. e o que Ele pensa realmente importa. creio que Ele me manda amar, seja em qualquer circunstância. no fundo, não creio ser possível deixar o coração imune. o próprio trecho que citei mostra isso quando diz: "till I get home / até que eu chegue em casa".
Você sempre chega em casa, vc sempre se depara com a necessidade de "pessoas", de "amigos", ninguém habita sozinho por muito tempo. "em casa" você se dá conta do quanto é insuficiente; entende que a vida é feita de entregas, de dores, de alegrias e sorrisos que necessitam ser partilhados a fim de serem de fato experimentados.
a caixinha de plástico é muito pouco resistente.
q seja o Amor de Cristo o primeiro a romper com as reservas. a derreter o plástico. a me permitir confiar de novo. a investir de novo. a depender de novo. a caminhar junto de novo. e a entregar sempre a Ele, continuamente, sempre e sempre, qualquer acidente de percurso.
on the bedside table / na mesinha de cabiceira
It will be locked till I get home. / vai ficar trancado, até que eu chegue em casa."
esses versos fazem parte da música "The Beginning" do The Classic Crime. a música tem sido um alvo de investigação pra mim.
Simplesmente não consigo captar o que ele quer dizer; talvez ele não queira se envolver tanto com as pessoas a ponto de se magoar; ou ele sinta tanta saudade de alguém que prefere deixar o coração meio que "de molho" por uns instantes. acho que qualquer hora dessas, quando eu menos esperar, vou entender melhor do que se trata. o importante é que o som deles tem me feito mt bem. e o ponto aqui é outro.
seja qual for o significado desses versos, sou levada a repensar algumas atitudes.
tenho sim procurado deixar meu coração "numa caixinha" guardado em algum lugar, longe das decepções, longe dos medos, longe da dor. sempre me ocorre o pensamento de que se eu me proteger o suficiente, não me decepcionarei como antes, não terei a dor de ver um investimento grande indo pelo ralo. aí a gente se cerca da superficialidade. já que ninguém se importou comigo quando me magoou profundamente, também não devo me importar com mais ninguém.
mas não é isso o que meu Deus pensa. e o que Ele pensa realmente importa. creio que Ele me manda amar, seja em qualquer circunstância. no fundo, não creio ser possível deixar o coração imune. o próprio trecho que citei mostra isso quando diz: "till I get home / até que eu chegue em casa".
Você sempre chega em casa, vc sempre se depara com a necessidade de "pessoas", de "amigos", ninguém habita sozinho por muito tempo. "em casa" você se dá conta do quanto é insuficiente; entende que a vida é feita de entregas, de dores, de alegrias e sorrisos que necessitam ser partilhados a fim de serem de fato experimentados.
a caixinha de plástico é muito pouco resistente.
q seja o Amor de Cristo o primeiro a romper com as reservas. a derreter o plástico. a me permitir confiar de novo. a investir de novo. a depender de novo. a caminhar junto de novo. e a entregar sempre a Ele, continuamente, sempre e sempre, qualquer acidente de percurso.
terça-feira, agosto 18, 2009
pensamentos de uma "blogueira"
queria começar esse post de uma maneira solene, que anunciasse que tenho algo de muito importante a dizer. mas como se sabe, das palavras que são escritas todos os dias, muito poucas, uma quantidade ínfima, se eterniza. o que faz com que o que diga seja bom ou não é a relevância disso para aquele que lê. sinceramente falando, não tenho nada de especial. uma pessoa comum, com sonhos que, vistos por cima, soam como sonhos de qualquer outra pessoa. mas é então nessa hora, em que consigo ver a conexão. diferentes, mas iguais. pequenos e ao mesmo tempo grandes. se escrevo sobre coisas triviais, sobre o comum do meu dia-a-dia, aí sim, pode fazer sentido para alguém. porque tanto eu como você, de quando em quando se arrepende de algo que disse; de quando em quando acha que deveria ser mais ousado; de quando em quando não entende muito a respeito de si mesmo. hoje é 17 de agosto, e eu, no meu íntimo, carrego uma esperança de escrever mais e melhor e de deixar que o detalhe pequeno da vida possa alcançar corações, atravessar gerações, atraindo outros aos braços de amor de um Pai Soberano. pode ser que não seja nada de extraodinário, mas se alcançar uma vida, se agitar um coração, se puder ser simples e verdadeiro, terá valido a pena, terá sido digno de todo o esforço.
Assinar:
Postagens (Atom)
