na verdade, um dia depois eu me lembrei de que se tratava o post que tinha perdido nos enlaces da minha memória.
Embora pudesse até parecer algo poético, bonito de se falar, não chegava nem perto.
Naquele dia, eu estava no ônibus interno que circula na faculdade, apressada para o estágio, mas ouvindo o diálogo entre uma mãe, um filho de uns 11 anos e uma senhora. Eles falavam do trânsito, e então meio que sem conexão, o menino falou "E quando tem tiroteio lá? No dia seguinte é só morte, morte, morte."
E ele repetiu esse último vocábulo, assim em sequência de três, umas três vezes. Toda vez que ele dizia isso, eu me perguntava que tipo de cenas esse menino já tinha visto, me perguntava que tipo de infância é essa, que tipo de vida, afinal.
Eu não sei que sensação é essa que parece envolver nossa sociedade como se tivéssemos alguma coisa pra comemorar, a gente vai à festas, as pessoas se embebedam, os shoppings estão cheios na sexta à noite, todos fazem dívidas, respondem "tá tudo bem", mas sem razão pra isso e assim vamos levando. Está tudo mal. Não estou sendo pessimista, porque odeio isso, mas está mal mesmo. Muitos cristãos ainda não desempenham o seu papel nesse mundo como deveriam. Eu não desempenho o meu papel. E, só quando, e somente quando, eu fôr aqui nessa Terra, quem Deus sempre quis que eu fosse, não devo me dar por contente. Talvez eu não tenha a glória desse mundo, que todos os dias me parece cada vez mais inalcançável, sem muito propósito (mas isso é outro assunto), mas eu quero partir daqui sabendo que não fui um zero à esquerda, que eu falei do amor de Deus pra alguém, que alguém deixou de fazer alguma besteira por conta de alguma palavra minha, que eu apontei o Caminho para algum perdido. Isso é felicidade. Quanto ao menino do ônibus, ele era muito inteligente e eu espero que um dia, um daqueles missionários cheios de amor no coração que sobem os morros encontre com ele, e mostre a ele o Salvador.
Embora pudesse até parecer algo poético, bonito de se falar, não chegava nem perto.
Naquele dia, eu estava no ônibus interno que circula na faculdade, apressada para o estágio, mas ouvindo o diálogo entre uma mãe, um filho de uns 11 anos e uma senhora. Eles falavam do trânsito, e então meio que sem conexão, o menino falou "E quando tem tiroteio lá? No dia seguinte é só morte, morte, morte."
E ele repetiu esse último vocábulo, assim em sequência de três, umas três vezes. Toda vez que ele dizia isso, eu me perguntava que tipo de cenas esse menino já tinha visto, me perguntava que tipo de infância é essa, que tipo de vida, afinal.
Eu não sei que sensação é essa que parece envolver nossa sociedade como se tivéssemos alguma coisa pra comemorar, a gente vai à festas, as pessoas se embebedam, os shoppings estão cheios na sexta à noite, todos fazem dívidas, respondem "tá tudo bem", mas sem razão pra isso e assim vamos levando. Está tudo mal. Não estou sendo pessimista, porque odeio isso, mas está mal mesmo. Muitos cristãos ainda não desempenham o seu papel nesse mundo como deveriam. Eu não desempenho o meu papel. E, só quando, e somente quando, eu fôr aqui nessa Terra, quem Deus sempre quis que eu fosse, não devo me dar por contente. Talvez eu não tenha a glória desse mundo, que todos os dias me parece cada vez mais inalcançável, sem muito propósito (mas isso é outro assunto), mas eu quero partir daqui sabendo que não fui um zero à esquerda, que eu falei do amor de Deus pra alguém, que alguém deixou de fazer alguma besteira por conta de alguma palavra minha, que eu apontei o Caminho para algum perdido. Isso é felicidade. Quanto ao menino do ônibus, ele era muito inteligente e eu espero que um dia, um daqueles missionários cheios de amor no coração que sobem os morros encontre com ele, e mostre a ele o Salvador.


