
Quando uma criança brasileira se muda de estado, ela entra em contato com uma nova variedade da língua portuguesa. Ela começa a adquirir novas maneiras de produzir as palavras, aprende novas gírias, ou seja, ela adequa o seu falar ao falar daquela região. Mas como é que isso acontece? Será que essa criança intencionalmente resolve imitar os "s", "r" ou "tu", essas coisas? É certo que não. Ela passa a falar diferente simplesmente por ouvir essa nova variante o tempo todo, e ainda, por não ser resistente a mudanças.
E daí?
Daí que quero ser como uma criança, ouvindo sempre o Pai falar, me desarmar dos meus preconceitos e resistências, e aprender o dialeto Dele. Que de tanto ouvi-Lo, o meu falar indique de onde eu venho. Assim como um mineiro se denuncia pelo falar, que a minha cidadania celestial fique estampada quando eu abrir a minha boca.
E daí?
Daí que quero ser como uma criança, ouvindo sempre o Pai falar, me desarmar dos meus preconceitos e resistências, e aprender o dialeto Dele. Que de tanto ouvi-Lo, o meu falar indique de onde eu venho. Assim como um mineiro se denuncia pelo falar, que a minha cidadania celestial fique estampada quando eu abrir a minha boca.