essa necessidade de te escrever, de te recapitular uns momentos me acontece todo o tempo.
o tempo com vc. aprendi que depois de você as coisas começaram a des-andar, a des-aparecer, a des-colorir. vc entrou roubando a atenção, o carinho acumulado e sem destinatário de alguns anos, como alguém que coleta cartas envelhecidas e amareladas duma caixa com poeira. minhas falas antigas, meus ensaios de afeto foram-te entregues em momentos propícios, nos descontroles de minha emoções, enquanto eu me imaginava outra. outra é uma boa palavra. o outro sempre me atraiu. o outro sorriso, o outro carinho, as outras palavras heartfelt (sinceras e profundas) que nunca me tinham como alvo. mas vc chegou e me fez a tal, a protagonista, não apenas a melhor amiga da mocinha nos filmes de comédia romântica, que sofre junto, que ri junto, mas que nunca vive a love story. agora vc é real, respira, fala, reclama, como qualquer cara bom, e verdadeiro, e que sente também. tudo começou a des-andar, quando não segue o teu rítmo, a des-aparecer, porque vc habita tudo nos meus dias, do sonho ao anseio, da lembrança remota ao "déja-vu" mais elaborado. vc faz tudo des-colorir, quando as coisas não obecedem às suas nuances de alegria e intensidade de viver. como eu explico o tempo? como uma entidade contínua que repetidamente me leva a você... como eu explico nós dois? como uma gota d'água que despenca de um desfiladeiro, separada das correntes bravas de uma cachoeira, sozinha na gravidade, seguindo as próprias normas, afastada do mundo cruel e sagaz que parece apagar tudo o que é belo e bom.
quinta-feira, abril 23, 2009
quarta-feira, março 18, 2009
Persuasion, de Jane Austen

Qualquer um que passe por esse blog, ou qualquer outro blog, não pode ser assim tão avesso à leitura. "Ler" gera "escrever", que gera "comentar", "pensar", "discutir", e a lista fica longa. Eu não leio tanto quanto gostaria, por conta dos mil afazeres que me ocupam todos os dias, todos mesmo. Contudo, nos últimos dias, na medida do possível, claro, fiz-me de desentendida com algumas coisas (shame on me!) e me permite deliciar-me com as palavras de Jane Austen. Tirei Persuasion do armário e experimentei novamente a sensação de estar presa, acorrentada a um livro.
Fazia tempo que não vivia algo assim, porque quando eu não acerto o livro, a leitura fica chata e é finalmente somada à lista de livros que eu só li um capítulo ou dois. Persuasion, no entanto, consumiu as energias, o tempo e o esforço, mas valeu à pena cada "centavo", rs. A história trata do relacionamento entre Anne Eliot e Captain Wentworth, que depois de um rompimento oito anos atrás, tem a oportunidade de estarem juntos novamente, é delicioso o progresso dos eventos e tudo mais.
De tudo o que me chamou a atenção no livro, quero ressaltar o fato de que me parece que Austen celebra o bem em sua narrativa. Quando eu falo de celebra o bem, eu estou tratando do fato de que ali me parece clara a distinção entre certo e errado, entre bem e mal. Os personagens que agem em benefício próprio, baseados no egoísmo e perspicácia não ficam sem receber certa palavra de desapreço pelo narrador. Chame de moralismo se quiser. Eu gosto. Me cansa esse relativismo todo, quando dizem: depende do ponto de vista, depende das razões, depende, depende. Vou dizer uma coisa, não depende não. Se você ferir alguém, vai machucar, vai doer. Se você usar uma pessoa, ou as emoções dela só para satisfazer seu ego falido e corrompido, a pessoa sofrerá no final. O problema é que ninguém pesa as consequências, ninguém pensa que o que eles fazem com os outros pode voltar para eles mesmos.
Voltando ao livro, me encanta ver que para algum escritor nessa literatura do mundo, o bem já interessou. O bem, a pureza, coisas assim elevadas. Muitos clássicos celebram o suicídio, a revolta contra os pais, a traição, a ganância, o ocultismo, como se ninguém mais pudesse ser diferente. Seria bom se alguém usasse de sua habilidade de escrita para celebrar as características em nós que nos aproximam do Criador, e o efeito que se produz quando alguma de suas criaturas se aproxima dele com coração sincero e quebrantado. E tenho dito!
Fazia tempo que não vivia algo assim, porque quando eu não acerto o livro, a leitura fica chata e é finalmente somada à lista de livros que eu só li um capítulo ou dois. Persuasion, no entanto, consumiu as energias, o tempo e o esforço, mas valeu à pena cada "centavo", rs. A história trata do relacionamento entre Anne Eliot e Captain Wentworth, que depois de um rompimento oito anos atrás, tem a oportunidade de estarem juntos novamente, é delicioso o progresso dos eventos e tudo mais.
De tudo o que me chamou a atenção no livro, quero ressaltar o fato de que me parece que Austen celebra o bem em sua narrativa. Quando eu falo de celebra o bem, eu estou tratando do fato de que ali me parece clara a distinção entre certo e errado, entre bem e mal. Os personagens que agem em benefício próprio, baseados no egoísmo e perspicácia não ficam sem receber certa palavra de desapreço pelo narrador. Chame de moralismo se quiser. Eu gosto. Me cansa esse relativismo todo, quando dizem: depende do ponto de vista, depende das razões, depende, depende. Vou dizer uma coisa, não depende não. Se você ferir alguém, vai machucar, vai doer. Se você usar uma pessoa, ou as emoções dela só para satisfazer seu ego falido e corrompido, a pessoa sofrerá no final. O problema é que ninguém pesa as consequências, ninguém pensa que o que eles fazem com os outros pode voltar para eles mesmos.
Voltando ao livro, me encanta ver que para algum escritor nessa literatura do mundo, o bem já interessou. O bem, a pureza, coisas assim elevadas. Muitos clássicos celebram o suicídio, a revolta contra os pais, a traição, a ganância, o ocultismo, como se ninguém mais pudesse ser diferente. Seria bom se alguém usasse de sua habilidade de escrita para celebrar as características em nós que nos aproximam do Criador, e o efeito que se produz quando alguma de suas criaturas se aproxima dele com coração sincero e quebrantado. E tenho dito!
sexta-feira, março 06, 2009
A. & B.
o que a distinguia das demais era sua força interior. nunca fora escrava de suas circunstâncias, mas, pelo contrário, armava-se de uma coragem que não se sabia de onde vinha, e encarava os fatos. nessa manhã, olhou o rapaz nos olhos enquanto o bombardeava com seus pensamentos. chamou-o de rude, de insensível, disparou todo o seu arsenal de maus adjetivos, seriam mesmo maus, ou apenas o reflexo de alguns meses maus experimentados? chegando ao fim, notou que em seu rosto, no de A., quase não havia expressão, havia algum descontentamento, mas nenhum sinal aparente de contrariedade. tentou fazer com que ele reagisse, mas ele nada dizia. deu uns passos para trás na tentativa de que, achando que ela partiria, ele fizesse alguma coisa. deu certo. ele estendeu a mão, tentando impedi-la. reconciliação. a mão suspensa no ar indicava que ele tinha esperança, nunca tal gesto disse tanto a B. ela aguardou. a face antes inexpressiva deixou mostrar sinais de comoção. uma lágrima. a partir daí, palavras. muitas. corridas. tensas. a partir daí, razões. muitas. coerentes. seu coração encontrando o meu, ele dizia. mas eu não sei dizer, nunca soube, ele anunciou. ela entendeu, como eu e você entenderíamos, que só se tratava de perspectiva, não era rude, não era insensível, mas não era assim que ele sabia amar. não com as palavras. através delas agora, num esforço incrível, ele tentava reaver o tempo perdido, reparar o mal instaurado. nunca esteve tão certo de alguma coisa, nunca fora tão convicto de que B. era sua. e se não conseguisse provar, e se não conseguisse fazê-la sentir o mesmo? o coração batia forte. B. ouvia atenta como se decorando o rapaz. Era a primeira vez que o via assim, vulnerável, tão dela, tão entregue. um aguardava o outro, um esperava que o outro fosse ou desse um pouco mais. nos instantes que se seguiram, sorriram um pouco, falaram um pouco e de novo sentiram paz;
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Mantenha um diário (vai por mim!)
tem um dia na sua vida em que você só precisa escrever para si mesmo. Nesse dia, sua atenção se volta para os cantinhos escondidos do seu coração que tem passado sem cuidado. Nesse dia, você tira a poeira, se depara com lugares não desbravados, chora ou se alegra. Nesse dia você cresce. Nas páginas de seu diário, ou agenda, ou caderno, chamem como quiser, sua persona é impressa de modo indelével. Por mais que você mude, uma vez que registra aqueles pensamentos, está feito, você foi de fato aquela pessoa. Tempos depois, você volta e analisa. Torna-se a ficção de si mesmo, como eu costumo dizer, e se diverte, ou se arrepende, por ter deixado algum bom caminho. Vai por mim, mantenha um diário, pode ser uma experiência maravilhosa.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Ânimo, de Eugene H. Peterson

"A imaginação criadora de Jeremias começou a trabalhar quando ele viu aquele oleiro moldando o barro disforme na roda. É provável que Jeremias já tivesse visto muitos oleiros trabalhando antes, mas, naquela ocasião, ele viu algo mais - ele vislumbrou Deus modelando um povo para sua glória. Um povo de Deus. Homens e mulheres criados à imagem divina. Necessários, mas não só isso - belos também. Formosos mas não isso apenas - úteis também. Cada ser humano é um misto de necessidade e liberdade. Não há pessoa que não seja útil, que não tenha seu papel dentro do que Deus está realizando. E não há ninguém que não seja único, dotado de linhas, cores e formas totalmente distintas das que há em qualquer outro."
extraído de Ânimo - o antídoto bíblico contra o tédio e a mediocridade, de Eugene H. Peterson.
por essa e por 181 outras razões (o número de páginas que conta a obra) é que eu recomendo essa obra de Peterson. Jeremias sempre foi um homem da Bíblia que me despertou curiosidade, e, depois de ler Ânimo, eu entendo que há tanto por trás desse profeta de Deus, tantas escolhas, tantos anos de 'serviços prestados' ao Senhor, que o distinguiram da multidão. Leitura recomendada, pelas descobertas bíblicas, e pelo crescimento indubitável proporcionado pelo livro. Pode crer, é daqueles que você lê fazendo caretas de admiração, anotando e sublinhando freneticamente e se perguntando como alguém conseguiu escrever aquilo!
extraído de Ânimo - o antídoto bíblico contra o tédio e a mediocridade, de Eugene H. Peterson.
por essa e por 181 outras razões (o número de páginas que conta a obra) é que eu recomendo essa obra de Peterson. Jeremias sempre foi um homem da Bíblia que me despertou curiosidade, e, depois de ler Ânimo, eu entendo que há tanto por trás desse profeta de Deus, tantas escolhas, tantos anos de 'serviços prestados' ao Senhor, que o distinguiram da multidão. Leitura recomendada, pelas descobertas bíblicas, e pelo crescimento indubitável proporcionado pelo livro. Pode crer, é daqueles que você lê fazendo caretas de admiração, anotando e sublinhando freneticamente e se perguntando como alguém conseguiu escrever aquilo!
domingo, fevereiro 08, 2009
O Peregrino (e o que eu aprendi com ele)
Vou unir uma recomendação de um filme e alguns pensamentos bem recentes em relação à minha fé. Gostaria que todos assistissem O Peregrino, um dos mais recentes filmes que, felizmente, está circulando o meio gospel nessa nova sede pela sétima arte.
Um "sem palavras" para o filme, que, de maneira grandiosa (na verdade a obra literária de John Bunyan), descreve a jornada do cristão até a morada celestial com Cristo. Assistam, tenho certeza que trará luz e entendimento a vocês como trouxe a mim.
Mudando o foco para a pessoa q vos escreve, gostaria de dizer que o começo do filme em particular, quando Cristão sai de casa sedento por conhecer a cidade celestial, e o Deus que o chamava, me fez entender o quão terrena é minha fé. Para que tenho fé em Deus? Pra conseguir um belíssimo emprego? Pra comprar coisas? Pra ter alguém especial do meu lado? Pra viver uma vida confortável por aqui? Cheia de músicas e filmes e lanches e saídas com pessoas legais? O que isso tem de essencial no Reino? O Reino é essencialmente espiritual, é aqui e é agora, mas é espiritual. O Reino é feito de vidas salvas, de edificação no corpo de Cristo. O reino também é feito "das demais coisas" lá de Mateus 6:33, mas elas não devem ser o meu foco. O foco é: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino e a sua Justiça." Mt 6:33a
Não sei se a minha exposição consegue traduzir o peso da revelação no meu coração. Mas enquanto eu assistia o filme, era como se esse entendimento fosse tomando espaço em meu pensamento e me mostrando que por muitas vezes eu coloco Deus na posição daquele q deve cuidar de todos os meus problemas e me fazer sentir sempre bem. Ele faz isso, mas não é por isso que devo servi-Lo. Devo servi-Lo por que Ele me deu a vida e ao mesmo tempo a resgatou. Devo servi-Lo porque Ele já fez demais por mim, Ele deu seu Filho precioso por mim, sem que eu merecesse.
Nessa caminhada há alguns bônus, como empregos, casamento, filhos, presentes que Ele dá porque me ama, e é um ótimo doador de presentes, ninguém presenteia como Ele (assunto para um outro post).
Todo esse desabafo é uma forma de fazer a verdade "assentar" dentro de mim, e, ao mesmo tempo, dar-me a oportunidade de conhecer o pensamento de outros a esse respeito.
Sei que parte dessa sensação de "shopping center" no Cristianismo de hoje, se dá por conta da sociedade em que vivemos. Mas Ele mesmo nos disse para não nos conformarmos com "esse século", mas renovarmos a nossa mente, mesmo que seja com coisas que alguns já descobriram há algum tempo. Como o John Bunyan que há tanto tempo escreveu esse livro numa prisão.
e veja bem o que a Palavra diz sobre isso:
Um "sem palavras" para o filme, que, de maneira grandiosa (na verdade a obra literária de John Bunyan), descreve a jornada do cristão até a morada celestial com Cristo. Assistam, tenho certeza que trará luz e entendimento a vocês como trouxe a mim.
Mudando o foco para a pessoa q vos escreve, gostaria de dizer que o começo do filme em particular, quando Cristão sai de casa sedento por conhecer a cidade celestial, e o Deus que o chamava, me fez entender o quão terrena é minha fé. Para que tenho fé em Deus? Pra conseguir um belíssimo emprego? Pra comprar coisas? Pra ter alguém especial do meu lado? Pra viver uma vida confortável por aqui? Cheia de músicas e filmes e lanches e saídas com pessoas legais? O que isso tem de essencial no Reino? O Reino é essencialmente espiritual, é aqui e é agora, mas é espiritual. O Reino é feito de vidas salvas, de edificação no corpo de Cristo. O reino também é feito "das demais coisas" lá de Mateus 6:33, mas elas não devem ser o meu foco. O foco é: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino e a sua Justiça." Mt 6:33a
Não sei se a minha exposição consegue traduzir o peso da revelação no meu coração. Mas enquanto eu assistia o filme, era como se esse entendimento fosse tomando espaço em meu pensamento e me mostrando que por muitas vezes eu coloco Deus na posição daquele q deve cuidar de todos os meus problemas e me fazer sentir sempre bem. Ele faz isso, mas não é por isso que devo servi-Lo. Devo servi-Lo por que Ele me deu a vida e ao mesmo tempo a resgatou. Devo servi-Lo porque Ele já fez demais por mim, Ele deu seu Filho precioso por mim, sem que eu merecesse.
Nessa caminhada há alguns bônus, como empregos, casamento, filhos, presentes que Ele dá porque me ama, e é um ótimo doador de presentes, ninguém presenteia como Ele (assunto para um outro post).
Todo esse desabafo é uma forma de fazer a verdade "assentar" dentro de mim, e, ao mesmo tempo, dar-me a oportunidade de conhecer o pensamento de outros a esse respeito.
Sei que parte dessa sensação de "shopping center" no Cristianismo de hoje, se dá por conta da sociedade em que vivemos. Mas Ele mesmo nos disse para não nos conformarmos com "esse século", mas renovarmos a nossa mente, mesmo que seja com coisas que alguns já descobriram há algum tempo. Como o John Bunyan que há tanto tempo escreveu esse livro numa prisão.
e veja bem o que a Palavra diz sobre isso:
"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." I Coríntios 15:19
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
"Tia, qual é o tema da aula?
domingo, 25 de janeiro. Subo ao departamento infantil só pra ver se tá tudo bem. Não estava, duas classes sem professor. Reúno as crianças e começo algo que nem sei o que é. Nem tem como buscar as coisas lá no templo. Nem saio mais da sala, sou eu e só eu. Oramos, cantamos algumas músicas que vinham aleatórias. Tudo meio que no improviso. Eu canto e ministro alguma coisa. Uma das crianças me pergunta: "Tia, isso é o louvor ou a história?" Eu respondo: "É que eu gosto de misturar mesmo" (foi nesse momento que eu me dei conta disso).
Com o passar do tempo, uma menina interessada, com um bloquinho e caneta pergunta: "Tia, qual é o tema da aula?" "Depois eu falo..." Não havia tema. Achei que eles tinham percebido que caí ali de pára-quedas. Mais tarde ela me lança a mesma pergunta. Como eu ainda não tinha um tema, deixei que ela entendesse que tudo o que estava sendo feito ali era simultâneo com o que Deus me mandava fazer. "Está vindo direto, Carol." Na hora da mensagem, pedi que eles abrissem em Gênesis (que estava sendo a minha leitura daqueles dias), sem saber em que capítulo, enquanto folheava a minha Bíblia procurando uma passagem com algum comentário meu e que "combinasse" para ministrar a eles. Me deparei com a passagem de Esaú e Jacó, com uma frase escrita por mim (era: "Num momento corriqueiro"). Achava que seria bom dizer para eles, que muitas vezes somos tentados a pecar em momentos muito comuns de nossas vidas, como aquele momento para Esaú e Jacó (o primeiro voltava de uma caçada, como sempre, e o outro estava cozinhando, nada anormal).
De qualquer maneira, enquanto prosseguia com a mensagem, não foi por aí que fui levada a falar. Deus me ensinou um pouco mais sobre não desprezar a bênção. Falei com as crianças, enquanto Deus falava comigo, que não devemos desprezar aquilo que só Deus pode fazer por nós. As bênçãos que Ele tem guardado para nós, nós mesmos nunca poderemos "reproduzir", não devemos nem por um segundo compará-las às coisas desse mundo. Foi maravilhoso aquele domingo. E então eu finalmente disse para a Carol: "Taí o tema, Carol. Eu não vou desprezar a minha bênção."
Queria que momentos como esse se repetissem sempre. São esses momentos na verdade que me dão a sensação de que estou no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas, fazendo a coisa certa. Algo pra se pensar, né?
Entrar numa sala como aquela e ter de 15 a 20 mentes completamente dispostas a te ouvir (algumas mais outras menos) é algo que deve ser valorizado. É a minha chance mensal de edificar, de plantar as sementes certas naqueles corações. E isso eu não posso desprezar, não posso desprezar a alegria e a bênção que é ser um educadora cristã.
Seja lá o que for que vc tenha como ministério, não o despreze, esmere-se em cumprir o seu chamado, em ser o que Deus te criou para ser.
Salut!
Com o passar do tempo, uma menina interessada, com um bloquinho e caneta pergunta: "Tia, qual é o tema da aula?" "Depois eu falo..." Não havia tema. Achei que eles tinham percebido que caí ali de pára-quedas. Mais tarde ela me lança a mesma pergunta. Como eu ainda não tinha um tema, deixei que ela entendesse que tudo o que estava sendo feito ali era simultâneo com o que Deus me mandava fazer. "Está vindo direto, Carol." Na hora da mensagem, pedi que eles abrissem em Gênesis (que estava sendo a minha leitura daqueles dias), sem saber em que capítulo, enquanto folheava a minha Bíblia procurando uma passagem com algum comentário meu e que "combinasse" para ministrar a eles. Me deparei com a passagem de Esaú e Jacó, com uma frase escrita por mim (era: "Num momento corriqueiro"). Achava que seria bom dizer para eles, que muitas vezes somos tentados a pecar em momentos muito comuns de nossas vidas, como aquele momento para Esaú e Jacó (o primeiro voltava de uma caçada, como sempre, e o outro estava cozinhando, nada anormal).
De qualquer maneira, enquanto prosseguia com a mensagem, não foi por aí que fui levada a falar. Deus me ensinou um pouco mais sobre não desprezar a bênção. Falei com as crianças, enquanto Deus falava comigo, que não devemos desprezar aquilo que só Deus pode fazer por nós. As bênçãos que Ele tem guardado para nós, nós mesmos nunca poderemos "reproduzir", não devemos nem por um segundo compará-las às coisas desse mundo. Foi maravilhoso aquele domingo. E então eu finalmente disse para a Carol: "Taí o tema, Carol. Eu não vou desprezar a minha bênção."
Queria que momentos como esse se repetissem sempre. São esses momentos na verdade que me dão a sensação de que estou no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas, fazendo a coisa certa. Algo pra se pensar, né?
Entrar numa sala como aquela e ter de 15 a 20 mentes completamente dispostas a te ouvir (algumas mais outras menos) é algo que deve ser valorizado. É a minha chance mensal de edificar, de plantar as sementes certas naqueles corações. E isso eu não posso desprezar, não posso desprezar a alegria e a bênção que é ser um educadora cristã.
Seja lá o que for que vc tenha como ministério, não o despreze, esmere-se em cumprir o seu chamado, em ser o que Deus te criou para ser.
Salut!
sábado, janeiro 31, 2009
"Não temas, Crê somente."
Depois de uns tempos sem postar, na verdade, na impossibilidade de um momento propício para isso, queria deixar aqui um post que me ocorreu dia desses enquanto lia a Palavra. Estou no propósito de um plano de leitura bíblica anual. Não dá pra explicar o quão revelador e deslumbrante tem sido seguir esse plano. Algumas sutilezas da Palavra de Deus tem se mostrado a mim, através, é claro, do Espírito Santo. Coisas que eu não lia há muito tempo, tomaram forma de uma maneira muito especial.
Por outro lado, houve momentos, e principalmente na leitura de Gênesis, em que fui "desafiada" a não crer. Já parou pra ler com os "olhos humanos" a narrativa de um Deus que cria coisas imensas e super elaboradas, como os oceanos, ou luminares, só com o som da sua voz? "E disse Deus..."? Não vou negar que fui tentada.
Estou terminando a minha faculdade de Letras. E, assuntos como religião e ciência, coisas assim, me interessam muitíssimo. E na hora da minha leitura, fui confrontada em tantas passagens que me custa agora recordar. Admito que lutei com pensamentos que colocavam em dúvida a autoria e o relato do Gênesis, etc e tal. Não vou transcrevê-los aqui, nem quero confundir vc, caríssimo leitor, mas é importante relatar o fato.
Felizmente, o final é positivo. Não houve algum terremoto, ou nenhuma voz vinda diretamente do céu me dizendo que eu deveria crer e tal, mas durante os curtos minutos do confronto, me agarrei à minha FÉ.
FÉ é "a convicção de fatos que não se vêem". Não estive lá quando Deus criou o Universo, não estive lá quando confundiu as línguas em Babel. Mas de uma coisa eu faço, e decido: ACREDITAR.
Para ter fé é necessário ser meio louco. É preciso abrir mão da sua ciência "humana", literalmente humana, falha, furada, mas que te traz uma baita "segurança", (penso, logo existo), pra se fazer indouto, incapaz, e se render à sabedoria de Deus, infalível, que surpreende, que incomoda. Já disse aqui, e vou dizer de novo: Ele, o Senhor Todo-Poderoso, não segue a sua lógica.
Todo esse pano de fundo, é pra propor o real objetivo desse post, que é, realçar o fato de que em toda a Bíblia, há passagens em que é mais forte a necessidade de se aplicar a fé para sobreviver. Por exemplo, há pessoas que lêem os Salmos e se sentem bem. Que ouvem um provérbio ou outro, ou até que acreditam nas profecias bíblicas sobre o fim dos tempos, mas que se contorcem de pensar num Deus que abriu o mar, ou que colocou uma família liderada por um ancião numa arca, enquanto toda a humanidade se afogava.
Para essas circunstâncias é mais do que necessário aplicar a fé, e se lançar sem reservas no inusitado de Deus, no âmbito do sobrenatural.
Que os olhos dessa menina aqui que lê não desejem diminuir o poder e o amor de seu Deus. Que o coração dessa leitora apaixonada pela Palavra respeite o peso das asseverações divinas e as leve ao maior grau de credibilidade. Que todas as estratégias de interpretação que essa leitora aplica sejam fruto de uma intimidade que reverencia e tem em alto nível de devoção Aquele que fala, a Autoridade, Supremo, Excelso, Senhor de tudo.
Que a Palavra de Jesus ao pai de uma menina morta (Jairo) quando Ele está prester a ressuscitá-la, que é: "Não temas. Crê somente", seja o seu alvo, leitor. Não temas estar enganado, não temas estar sozinho no Universo, não temas perder o sentido da vida, "crê somente". De ti não é pedido mais nada, além de: "Crê somente." Faça o seu papel, entregue a Ele o que lhe é devido: a sua fé. Nessa sociedade, Ele entra com o sobrenatural, com o divino, e a vc é pedido que "tenha fé".
"O justo viverá pela fé." Habacuque 2:4
"Sem fé é impossível agradar a Deus." Hebreus 11:6
e por aí vai...
P.S.: Esse assunto de fé ainda rende outro post. Até, então.
Por outro lado, houve momentos, e principalmente na leitura de Gênesis, em que fui "desafiada" a não crer. Já parou pra ler com os "olhos humanos" a narrativa de um Deus que cria coisas imensas e super elaboradas, como os oceanos, ou luminares, só com o som da sua voz? "E disse Deus..."? Não vou negar que fui tentada.
Estou terminando a minha faculdade de Letras. E, assuntos como religião e ciência, coisas assim, me interessam muitíssimo. E na hora da minha leitura, fui confrontada em tantas passagens que me custa agora recordar. Admito que lutei com pensamentos que colocavam em dúvida a autoria e o relato do Gênesis, etc e tal. Não vou transcrevê-los aqui, nem quero confundir vc, caríssimo leitor, mas é importante relatar o fato.
Felizmente, o final é positivo. Não houve algum terremoto, ou nenhuma voz vinda diretamente do céu me dizendo que eu deveria crer e tal, mas durante os curtos minutos do confronto, me agarrei à minha FÉ.
FÉ é "a convicção de fatos que não se vêem". Não estive lá quando Deus criou o Universo, não estive lá quando confundiu as línguas em Babel. Mas de uma coisa eu faço, e decido: ACREDITAR.
Para ter fé é necessário ser meio louco. É preciso abrir mão da sua ciência "humana", literalmente humana, falha, furada, mas que te traz uma baita "segurança", (penso, logo existo), pra se fazer indouto, incapaz, e se render à sabedoria de Deus, infalível, que surpreende, que incomoda. Já disse aqui, e vou dizer de novo: Ele, o Senhor Todo-Poderoso, não segue a sua lógica.
Todo esse pano de fundo, é pra propor o real objetivo desse post, que é, realçar o fato de que em toda a Bíblia, há passagens em que é mais forte a necessidade de se aplicar a fé para sobreviver. Por exemplo, há pessoas que lêem os Salmos e se sentem bem. Que ouvem um provérbio ou outro, ou até que acreditam nas profecias bíblicas sobre o fim dos tempos, mas que se contorcem de pensar num Deus que abriu o mar, ou que colocou uma família liderada por um ancião numa arca, enquanto toda a humanidade se afogava.
Para essas circunstâncias é mais do que necessário aplicar a fé, e se lançar sem reservas no inusitado de Deus, no âmbito do sobrenatural.
Que os olhos dessa menina aqui que lê não desejem diminuir o poder e o amor de seu Deus. Que o coração dessa leitora apaixonada pela Palavra respeite o peso das asseverações divinas e as leve ao maior grau de credibilidade. Que todas as estratégias de interpretação que essa leitora aplica sejam fruto de uma intimidade que reverencia e tem em alto nível de devoção Aquele que fala, a Autoridade, Supremo, Excelso, Senhor de tudo.
Que a Palavra de Jesus ao pai de uma menina morta (Jairo) quando Ele está prester a ressuscitá-la, que é: "Não temas. Crê somente", seja o seu alvo, leitor. Não temas estar enganado, não temas estar sozinho no Universo, não temas perder o sentido da vida, "crê somente". De ti não é pedido mais nada, além de: "Crê somente." Faça o seu papel, entregue a Ele o que lhe é devido: a sua fé. Nessa sociedade, Ele entra com o sobrenatural, com o divino, e a vc é pedido que "tenha fé".
"O justo viverá pela fé." Habacuque 2:4
"Sem fé é impossível agradar a Deus." Hebreus 11:6
e por aí vai...
P.S.: Esse assunto de fé ainda rende outro post. Até, então.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Anunciação - de Tanja Butler
há uma revista muito interessante que descobri há um tempo na web Comment Magazine.É o tipo de revista que trata dos assuntos da fé cristã, arte, mundo acadêmico, etc.
A última edição dessa revista traz esse quadro, de Tanja Butler, chamado Anunciação. Uma primeira olhada despreocupada nessa obra não me revelou muita coisa, mas quando li a descrição na revista, fiquei mesmo encantada. Pedi permissão à artista e ela me concedeu reproduzir a imagem aqui.
Basicamente, o que me atraiu foram as cores fortes e o tema bíblico. Mas com a leitura da crítica no site, soube que a imagem mostra um momento de intercessão entre a eternidade e nosso tempo, humano. Gabriel vem até Maria para dizer que ela tinha sido escolhida para ser a mãe de Jesus. A parte de cima da tela mostra o mundo eterno, enquanto a parte de baixo é a parte da humanidade.
Você pode reparar que há uma escada, como que se mostrasse que através do plano perfeito de Deus, haveria um caminho, O Caminho, Jesus, o que também é sinalizado pela porta que separa Gabriel e Maria.
Talvez houvesse mais detalhes a serem explorados, mas o mais importante para mim é começar a investigar esse mundo, de gente que trabalha algo tão lindo e refinado como a pintura, para a glória de Deus.
No meio cristão evangélico, essa tem sido uma questão meio que deixada de lado, pelo menos no nosso contexto brasileiro. Não sei bem "cristã/o quê" é a artista, mas o que importa é que eu realmente acredito que a arte é algo inerentemente humano, que nos foi dado por Deus e que devíamos usar isso para a glória Dele! Mas ainda há muito para eu aprender.
Você pode reparar que há uma escada, como que se mostrasse que através do plano perfeito de Deus, haveria um caminho, O Caminho, Jesus, o que também é sinalizado pela porta que separa Gabriel e Maria.
Talvez houvesse mais detalhes a serem explorados, mas o mais importante para mim é começar a investigar esse mundo, de gente que trabalha algo tão lindo e refinado como a pintura, para a glória de Deus.
No meio cristão evangélico, essa tem sido uma questão meio que deixada de lado, pelo menos no nosso contexto brasileiro. Não sei bem "cristã/o quê" é a artista, mas o que importa é que eu realmente acredito que a arte é algo inerentemente humano, que nos foi dado por Deus e que devíamos usar isso para a glória Dele! Mas ainda há muito para eu aprender.
p.s: você pode ver mais dessa artista nesse link.
© Copyright 2009 Tanja Butler
Oil, acrylic and gold leaf on panel
10" x 5" x 2"
2005
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