porque o amor é forte como a morte (Ct 8.6).
se alguém compara em força o amor à morte é porque os dois instauram uma situação definitiva. apenas com raras exceções (vide os textos bíblicos), ninguém jamais voltou da morte, pois ela "manda" o indivíduo para um estado eterno: seja de alegria ou de condenação, que ninguém pode alterar.
se alguém compara em força o amor à morte é porque os dois instauram uma situação definitiva. apenas com raras exceções (vide os textos bíblicos), ninguém jamais voltou da morte, pois ela "manda" o indivíduo para um estado eterno: seja de alegria ou de condenação, que ninguém pode alterar.
do mesmo jeito, o verdadeiro amor, quando une duas pessoas, o faz para sempre. a condição de amantes é inalterável: uma vez que se ama, ama-se para sempre.
talvez essa ideia esteja um tanto distante da realidade desse mundo em que o amor tornou-se mercadoria, líquido (vide o livro do Bauman: Amor líquido - sobre a fragilidade dos laços humanos), um objeto de prazer que, desde que passe a apresentar dificuldades, é trocado por um novinho em folha.
por isso, mais do que nunca, procura-se um amor como o descrito em Cântico dos Cânticos, no qual os amantes, conscientes de seu sentimento/compromisso, declaravam o estado permanente e inalterável deste amor, sua capacidade de aproximar um do outro para sempre, de maneira que não se pode resistir, porque é: forte como a morte.
