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quinta-feira, agosto 18, 2011

o amor é forte como a morte

porque o amor é forte como a morte (Ct 8.6).

se alguém compara em força o amor à morte é porque os dois instauram uma situação definitiva. apenas com raras exceções (vide os textos bíblicos), ninguém jamais voltou da morte, pois ela "manda" o indivíduo para um estado eterno: seja de alegria ou de condenação, que ninguém pode alterar.

do mesmo jeito, o verdadeiro amor, quando une duas pessoas, o faz para sempre. a condição de amantes é inalterável: uma vez que se ama, ama-se para sempre.

talvez essa ideia esteja um tanto distante da realidade desse mundo em que o amor tornou-se mercadoria, líquido (vide o livro do Bauman: Amor líquido - sobre a fragilidade dos laços humanos), um objeto de prazer que, desde que passe a apresentar dificuldades, é trocado por um novinho em folha.

por isso, mais do que nunca, procura-se um amor como o descrito em Cântico dos Cânticos, no qual os amantes, conscientes de seu sentimento/compromisso, declaravam o estado permanente e inalterável deste amor, sua capacidade de aproximar um do outro para sempre, de maneira que não se pode resistir, porque é: forte como a morte.   

domingo, outubro 31, 2010

sobre Adão e Eva...

"Embora tenha conseguido dar nome a cada um dos milhares de animais que o Senhor havia feito desfilar diante dele, Adão não pôde dar nome à dor que estava sentindo em seus ossos. Mais tarde, ele a chamaria de solidão. Mas deve ter sido difícil entender o sentimento de estar só uma vez que quem produz a saudade - que é filha da solidão - ainda não existia.
Assim, antes de criar Eva, Deus teve ter colocado dentro de Adão um lugar vazio e solitário, que tinha a forma e o tamanho exatos dela.
Quando Eva foi finalmente apresentada a Adão, sua beleza pediu uma resposta, e ele então cantou sua primeira canção:

Esta, afinal, é osso dos meus ossos
E carne da minha carne."

de Michael Card em "Cristo e a Criatividade". (pág. 35-36. Editora Ultimato).

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ler isso me deu vontade de atualizar um momento como esse nesse século.
creio que toda vez que alguém permite que Deus escreva sua história de amor, surge uma nova canção.
quero cantar e ouvir a minha.